Processos Criativos – Vídeo

Quem nunca teve uma ideia, mas não soube desenvolver? Isso é mais comum do que você pensa! Tudo isso é parte do processo criativo. Hoje vim falar um pouco sobre esse assunto e dar algumas ideias do que ele é, e como tentar entender, um mínimo, desse processo.

Porque criar?

Essa é uma pergunta muito importante, e talvez, o ponto de partida para você que quer criar algo. Temos que nos perguntar por que queremos criar algo, seja o que for. O ato de criar é um processo digestivo da mente, e quando criamos estamos colocando para fora do nosso corpo sentimentos, angústias, questões pessoais, reflexões e etc. Por isso a pergunta “porque criar?”  é tão importante, pois conseguimos assim, identificar o que queremos dizer para os outros e ficando mais fácil escolher como vamos dizer, o que nos leva à outra questão…

Como vamos contar o que sentimos?

Essa é uma questão importante, como você quer contar aos outros o que você sente? Você pode fazer de várias maneiras como, uma pintura, uma fotografia, um vídeo, um texto, um poema e por aí vai. São infinitas as maneiras de comunicar os sentimentos, o que é importante, é encontrar aquela que, segundo você, represente melhor seus sentimentos. Veja meu caso, a fotografia e o vídeo são as minhas maneiras de transcodificar minha mente em algo mais palpável, e isso é muito pessoal. Existem pessoas que se expressam pela escrita, tem outras que se expressam pelo corpo, etc… O importante é descobrir qual a maneira que você se sente melhor para se expressar.

O medo do julgamento

Criar é algo tão complexo e pessoal que sempre temos medo de sermos julgados pelo o que criamos. Nos importamos muito com a opinião alheia e o que o “outro” vai pensar. Isso sempre prejudica um pouco, claro que ter a opinião do outro sobre o que criamos é importante, mas devemos ter cuidado para que a nossa criação não se torne a criação do outro.

Nunca se limitar

O mais belo do processo criativo é poder imaginar tudo o que queremos e nunca nos limitar. Claro que, quando vamos colocar em prática, algumas coisas não são possíveis por diversas questões, como orçamento ou viabilidade, mas em um primeiro momento da criação, o fato de imaginar além do impossível é primordial e prazeroso.

A criação não tem receita, não tem certo ou errado. É uma manifestação do ser humano. Fiz um vídeo (um primeiro teste nesse estilo) dando 3 dicas simples para ajudar vocês a entenderem mais ainda seu processo criativo e conseguir aumentá-la. Espero que gostem do material!

 

Gustavo Winther

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Ensaio – Moda Pin Up

Hoje vim compartilhar o resultado de um ensaio que no começo era Pin Up e terminou como uma

fotografia mais experimental. Para quem não sabe a moda Pun Up no começo das décadas de 40 e 50, eram as imagens penduras (daí o termo Pin Up em inglês) por soldados em seus alojamentos, a imagem retratava mulheres, altamente sexualizadas nas imagens (como mostra a imagem a baixo), para incentivo das tropas do exército.Pin up

Depois de um tempo a moda Pin Up foi estabelecendo um padrão, aonde se destacou a mulher voluptosa, com aparência clássica e retrô, bem feminina, com um cabelo vintage e batom vermelho. Com o tempo o estilo Pin Up foi deixando de ser algo para as tropas de batalhas e começou a virar propagandas, estampas, quadros e Etc. fazendo com que a moda Pin Up se tornasse popular.

Décadas passaram e o Pin Up está na moda novamente e voltou com tudo. É impressionante como, ao abrir o Facebook, tinha vezes que só via posts falando do “novo ensaio Pin Up do fulano” ou “como fazer coisas Pin Up” e “Pin Up pra cá” e “Pin Up para lá”. Então decidi fazer um ensaio de moda Pin Up, pois estou vendo várias fotografias deste estilo e precisava de alguma maneira realizar tudo o que eu via para algo mais concreto. Resolvi chamar uma amiga e fiz um ensaio Pin Up, que no final acabou virando um ensaio fotográfico totalmente fora do estilo Pin Up e vim mostrar para vocês o resultado.

Gostaria de agradecer muito a Bel por ter topado esse ensaio!

Gustavo Winther

Fonte: Super Interessante

Confira meu outro ensaio o Clean Photography

Clean Photography, portraits – Falando um pouco sobre o ensaio

 

Faz um tempo que não posto conteúdo aqui no Blog, mas tenho modificado um pouco a navegação dele. Inclui algumas páginas novas para colocar o meu trabalho tanto com foto como com vídeo, e hoje eu vim falar um pouco da primeira coleção que eu vou colocar aqui no blog! Antes de falar da coleção em si vou explicar um pouco o que é essa página que eu chamo de “coleções”.

A ideia desta página é reunir trabalhos meus de cunho autoral, ou seja, com uma pegada mais pessoal, trabalhos que não necessariamente foram feitos para um cliente, mas sim porque senti a necessidade de fazer. Devido a isso, muitos desses trabalhos podem parecer abstratos para algumas pessoas, nem sempre eles vão fazer sentido para quem vê. Sempre que eu lançar algo novo na coleção vou fazer um post rápido e colocar um texto de apresentação na página para tentar dar o mínimo de contextualização, se essa caber no ideal do ensaio.

Depois dessa breve contextualização vamos ao ensaio Clean Photography, portraits. A ideia surgiu no Instagram, para quem me segue, percebe que vez ou outra eu coloca fotos com altas luzes e muitos tons de branco, deixando a imagem esmaecida. De tanto fazer isso um dia eu comecei a pensar “porque não levar essa ideia de altas luzes e brancos excessivos para um ensaio maior?”. Dai surgiu a ideia fazer retratos em Clean. Vale lembrar que a Clean Photography foi um termo que eu achei válido para essa imagem justamente por ela não ter tons agressivos, só brancos. A ideia dos retratos é mostrar a monotonia e agonia a partir, justamente, da escolha cromática.

Esta série ainda não esta finalizada. Pretendo expandir ela, fotografar mais pessoas, experimentar outras coisas, mas por hora vou compartilhar com vocês um pouco do que esta saindo. Arte só vira arte a partir do momento em que é posta para a comunidade, poesia só vira poesia quando falada, até agora este ensaio é só uma poesis.

 

Veja a coleção completa clicando aqui!

Gustavo Winther

As 5 fotografias mais marcantes da segunda guerra mundial

A ideia do post de hoje, além de estudar a minha matéria de fotojornalismo da faculdade, é dar para vocês leitores referências. O tema de hoje é pegar as 5 fotografias mais conhecidas e marcantes feitas durante a segunda guerra mundial e contar um pouco da história delas, sua importância ou como ela foi feita.

1.Praia Omaha, Normandia, França – 1944, Robert Capa

A primeira fotografia a aparecer aqui é uma das mais icônicas da segunda guerra, além de pertencer ao grande Robert Capa, ela registra o momento exato da invasão dos Alianos pela praia de Omaha na Normandia. Durante o momento da fotografia Capa teve sérios problemas com a maré e os rolos de filmes, tanto que no final a penas 11 negativos sobreviveram de um total de 106.

Foto por: Robert Capa

Foto por: Robert Capa

2. Raising the flag on Iwo Jima / A Old Glory – 1945, Joe Rosenthal

Essa fotografia foi outra imagem que teve uma imensa repercussão durante a segunda guerra, foi o dia em que os Aliados conquistaram a primeira área em território japonês, a ilha Iwo Jima e hastearam a bandeira no monte Suribachi. Feita pelo fotógrafo Joe Rosenthal, ela retrata os fuzileiros junto com um médico da marinha hasteando a sua “Old Glory”.

Foto por: Joe Rosenthal

Foto por: Joe Rosenthal

3. A bandeira vermelha sobre Reichstag, Berlim – 1945, Yevgeny Khaldei

Esta fotografia foi feita no dia 30 de abril de 1945 quando o exército Vermelho tomou conta do Reichstag destruído. Bom pelo menos assim ela deveria ter sido feita, na verdade essa foto foi encenada e feita no dia 2 de maio, dias após o evento, pois ninguém havia fotografado o hasteamento da bandeira no dia em que o exército tomo conta de Berlim, e Khaldei viu ai a oportunidade de criar uma fotografia comparável, ao nosso amigo ai em cima o Joe Rosenthal, a Old Glory.

Foto por: Yevgeny Kaldhei

Foto por: Yevgeny Khaldei

4. Dia V-J em Times Square – 1945 Alfred Eisenstaedt

Uma das fotografias que mais representam o fim da segunda guerra mundial foi a foto feita por Alfred Eisenstaedt, aonde ele captura o exato momento quando um soldado da marinha beija uma enfermeira, a foto tem um simbolismo muito grande mostrando que tanto os soldados e o corpo médico estavam enfim livres da guerra.

Foto por: Alfred Eisenstaedt

Foto por: Alfred Eisenstaedt

5. Holocausto – 1945, George Rodger

Esta fotografia talvez não seja a mais conhecida da segunda guerra como as outras, mas é umas das mais fortes. Ela foi feita por Rodger (que por sinal foi ao Dia D com o Robert Capa), que tempos depois de ter feito a foto ele disse em uma entrevista: “I wasn’t even a matter of what I was photographing, as what had happened to me in the process. When I discovered that I could look at the horror of Belsen – 4000 dead and starving lying around – And think only for a nice photographic composition, I knew something had happened to me and I had to stop. I felt I was like the people running the camp – it didn’t mean a thing”

Foto por: Goerge Rodger

Foto por: Goerge Rodger

Gustavo Winther

Instagram – Quem seguir?

No post de hoje vou falar um pouco sobre o Instagram e de algumas pessoas bem legais para seguir. A rede social foi criada por Kevin Systrom e Mike Krieger e lançada em outubro de 2010 com o objetivo de publicar imagens no formato 1×1 inspirado nas câmeras Instamatic da Kodak e na Polaroid, ela é utilizada por diferentes tipos de pessoas, com diferentes objetivos. Hoje vou falar de 3 contas que eu gosto bastante no Instagram, pois produzem imagens requintadas e são bem únicas, vamos começar com…:

Décio Araújo (@dearaujo) O primeiro cara  a aparecer aqui é um arquiteto chamado Décio Araújo. Escolhi essa conta pois suas imagens são muito bem feitas, tratadas (fico muito curioso para saber qual App ele usa) e refinadas e o que eu mais gosto são simétricas. Você vê nas fotos que ele faz que ele é arquiteto, pois ele sabe como olhar para os prédios e fotografá-los em meio a cidade, dá uma olhada nas fotos que ele faz:

Foto por: Décio Araújo

Foto por: Décio Araújo

Foto por: Décio Araújo

Foto por: Décio Araújo

Foto por: Décio Araújo

Foto por: Décio Araújo

César Ovalle (@cesinha) O segundo da lista é o Céssar Ovalle ele é um fotógrafo principalmente conhecido por seu trabalho com grandes bandas, ficou conhecido quando fotografou a banda Nx Zero e a partir daí só subiu na carreira como fotógrafo.As imagens que ele tem no Instagram são muito mais muito bem feitas e com um olhar muito único, dá uma olhada nas fotos dele:

Foto por: César Ovalle

Foto por: César Ovalle

Foto por: César Ovalle

Foto por: César Ovalle

Foto por: César Ovalle

Foto por: César Ovalle

Luh Testoni (@luhtestoni) A próxima na nossa lista é a Luh Testoni (que além de fotografar escreve um Blog da uma olhada aqui), o que eu mais gosto no Instagram dela é o trabalho com Toy Art (se não sabe o que é clica aqui e descubra), mas também fotografa outras coisas. O que mais me chama atenção nas suas fotos é o cuidado com a iluminação. Diferente dos outros dois acima a maioria das fotos dela é feita Indoor (mas tem algumas fotos outdoor) enquanto os outros dois são fotógrafos de rua e pegam os momentos em meio a cidade, vamos ver um pouco do trabalho da Luh:

Foto por: Luh Testoni

Foto por: Luh Testoni

Foto por: Luh Testoni

Foto por: Luh Testoni

Foto por: Luh Testoni

Foto por: Luh Testoni

Espero que tenham gostado dessas contas sugeridas aqui, se você tem uma conta que gosta bastante comenta aqui embaixo e no próximo post eu recomendo ela!

Gustavo Winther

Toy Art – Conhecendo um pouco mais

Fala pessoal, hoje vim contar um pouco sobre esse conceito conhecido como Toy Art. Tenho visto cada vez mais e mais fotos de brinquedos de uma maneira artística e diferente. No Instagram por exemplo esta lotado de fotos. Então achei que seria legal dar uma pesquisada sobre o que é o Toy Art e trazer para vocês!

O Toy Art é um conceito criado para um brinquedo que não se brinca (meio sem sentido), ou seja é um item colecionável. Ele foi criado para o público adulto ou adolescente e não é um brinquedo fabricado em massa, na maioria dos casos são peças contadas ou assinadas pelo Designer ou Artista que fez o boneco dando à ele grande valor, é como se o boneco se tornasse uma tela pintada, a diferença é que ele não é uma tela e sim um bonequinho. A ideia surgiu próximo do ano de 1998 quando um artista de Honk Kong chamado Michael Lou levou brinquedos da série GI Joe para uma amostra, mas os bonecos era customizados com roupas e acessórios da cultura do Hip-Hop. Foram fabricados 101 desses bonecos e hoje eles tem preço de jóias. Michael Lou não foi o “criador” desse movimento, mas com os bonecos do GI Joe ele fez um marco.

Hoje em dia a moda do Toy Art está em alta. Existem muitas marcas de bonecos para colecionar, quem nunca viu um bonequinho como esse do Walter White? Eu acho que muitas pessoas já viram algo semelhante à esse bonequinho.

Walter White, Toy Art

Walter White, Toy Art

Até agora eu só falei do brinquedo e sua origem, mas e a fotografia? Com os bonecos em alta surgiu a moda de fotografá-los, mas qualquer brinquedo é válido para a fotografia. Em meio a minha pequena pesquisa para saber mais sobre  que é o Toy Art eu achei dois fotógrafos e adorei o trabalho deles. O primeiro é o Brian McCarty que é um artista e fotógrafo que usa muito os bonecos, seu trabalho é conhecido por colocar os bonecos em contextos de vida real, juntando o boneco e realidade na foto. Dá uma olhada nas fotos dele:

Foto por: Bryan McCarty

Foto por: Bryan McCarty

Foto por: Bryan McCarty

Foto por: Bryan McCarty

Foto por: Bryan McCarty

Foto por: Bryan McCarty

Foto por: Bryan McCarty

Foto por: Bryan McCarty

O segundo fotógrafo, que tem um estilo totalmente diferente do Bryan, é o Mike Stimpson que na maioria das suas fotografias usa Lego (o que eu adorei muito, pois minha infância foi brincar de Lego). Diferente do Bryan, Mike assume o brinquedo e não tenta colocar em uma situação para parecer real. Ele pega o Toy e assume a brincadeira, tanto que tem muitas fotos do Mike que ele tenta recriar fotografias famosas ou apenas faz um retrato de um Stormtrooper, dá uma olhada nas fotos dele:

Raising the Flag on Iwo Jima por Mike Stimpson

Raising the Flag on Iwo Jima por Mike Stimpson

Behind the Gare Saint Lazare por Mike Stimpson

Behind the Gare Saint Lazare por Mike Stimpson

Yellow por Mike Stimpson

Yellow por Mike Stimpson

Autumnal por Mike Stimpson

Autumnal por Mike Stimpson

E é claro que depois de tudo isso, eu tive que experimentar a fotografia de Toy, juntei alguns brinquedos meus e fiz algumas fotos aqui em casa:

The Killer

The Killer

The Killer pt.2

The Killer pt.2

Dino

Dino

Double Batman

Double Batman

O que acharam do Toy Art? Se fizerem em fotos em casa mandem para mim que eu posto aqui no Blog! Deixa um comentário sobre o que achou e se curtiu o post compartilha com seus amigos!

Gustavo Winther

Equipamentos – Falando sobre GoPro Hero 4 Silver.

Faz um tempo que não falo sobre equipamentos, e como recentemente eu comprei uma GoPro Hero 4 Silver, achei que seria legal compartilhar com vocês o que eu achei da câmera e o desempenho dela.

Go Pro Hero 4 Silver

Go Pro Hero 4 Silver

Antes da Hero 4 eu tinha uma Hero 3 White e tenho que admitir o salto enorme entre essas duas câmeras, claro que nesse meio tempo tiveram a Hero 3 black e a Hero3+, mas vamos nos concentrar na Hero4, vou listar algumas características falando quais são os lados positivos e negativos.

Características:

Você sabe o que está fotografando: Pode parecer besteira isso, mas nos modelos anteriores você só conseguia ver o que fotografava ou filmava se tivesse um BackPack para acoplar, algo que era bem caro aqui no Brasil. Outra opção para ver o que estava filmando era se conectar ao Smarthphone via a rede de Wi-fi que a câmera cria, o que gastava a bateria da Go Pro muito rápido. Já neste modelo não é necessário o uso do BackPack nem do Smarthphone, pois a câmera vem com um Display aonde você consegue ver o que está enquadrando além de conseguir mexer nas configurações. Ah, e vale lembrar que o Display é Touch! Um detalhe que vale a pena ressaltar aqui, eu quando vou tentar conectar minha Go Pro no celular tenho muitas dificuldades,  comparando o sistema de pareamento da Hero 3 com a Hero 4, prefiro a Hero 3, que era bem mais simples, rápido e fácil.

Incrivelmente leve: Em comparação ao modelo anterior a Hero4 Silver é bem mais leve e compacta com 84g de puro desempenho.

1080p é para o fracos: Além de ser mais leve ela consegue filmar em 4k! 4K! 4K! (4K é UltraHD, ou seja cria uma imagem com muita definição) A câmera é menor que a minha mão e tem mais resolução que a minha DSLR (Se você não sabe o que é uma DSLR Clica Aqui!)! Mas agora, mesmo isso sendo bom, temos um ponto negativo. Quando você utiliza o 4K o arquivo de vídeo que é gerado fica muito grande e pesado, por isso utilizamos para trabalhos mais sofisticados.

Ah, mas ela só é boa em fazer vídeos…: Não! A Hero4 Silver tem um sensor de 12 Mp efetivos, que é uma qualidade boa para fotos, porém não vou dizer que é perfeita, mas cumpre o dever dela com a imagem estática, o mais legal sobre a fotografia está a seguir…

Quem me dera poder fazer fotos noturnas…: Mas você pode! Esse foi um dos fatores que eu mais amei na Hero4, ela permite você fazer longas exposições! Achei genial! E você ainda consegue controlar o tempo de exposição desejado, podendo escolher entre 2s, 5s, 10s, 20s e 30s controlando ainda mais o que será feito! Aliás, esse é o próximo tópico…

Você controla o seu equipamento: Como vimos acima você pode controlar o tempo de exposição da fotografia, mas não é só isso, também consegue controlar a sensibilidade do sensor e o balaço de branco, me impressiona você ainda não controlar a abertura do diafragmaÍcones de ajustes na GoPro

Ícones de ajustes na GoPro

que é a única coisa que falta. Para poder mexer em todas as configurações basta desativar o Protune, e é como se colocasse no modo manual de uma câmera DSLR.

Mais opções na hora do Timelapse: Esse foi outro fator que eu achei do caramba  muito útil. No modo Timelapse além de controlar os intervalos para a câmera fazer a foto, você consegue controlar o tempo de exposição, ou seja, conseguindo fazer um Timelapse mais refinado e com maior controle.

Veja frame-por-frame: Esse é um fator que me deixou animado, mas decepcionou um pouco. A Hero4 consegue filmar em até 120fps (Frame per second) é muito fps! É o suficiente para fazer um Slowmotion muito bom, mas agora vem a minha decepção, você só consegue usar esse 120fps se a câmera estiver filmando em 720p, se você usar 1080p de 120fps baixamos para 60fps! Mas ainda dá para “brincar” bastante com tudo isso.

Bom com tudo isso o áudio dela deve ser ruim…: Não! O sistema de áudio evoluiu muito na Go Pro. Na Hero 4 você tem um áudio muito mais limpo, claro que não dá para comparar esse áudio com um de um Microfone especial, mas em um dia desses, eu filmei o DJ André Mannrich com a Go Pro e o áudio ficou muito bom!

Depois de tanta coisa boa eu quero comprar uma!: Ai entra uma questão complicada, o preço da Go Pro é caro, ainda mais hoje com o Dolar nas alturas. Hoje em dia a Hero 4 Silver esta, no Brasil, em torno de R$ 1.400,00, nos Estados Unidos ela está por volta de US$ 399.99 no site oficial, o que dá aproximadamente R$1.239,97. O que eu quero dizer com esses preços é que, é uma câmera relativamente cara, mas vale cada centavo investido, pois tem um ótimo desempenho e qualidade de foto e vídeo.

Para fechar: Para fechar devo dizer que a Go Pro Hero 4 Silver é uma puta ótima câmera! Tem desempenho muito bom, qualidades de vídeo impressionante e definição de imagem. O sistema de áudio foi melhorado. A câmera está mais leve e com mais funções que as versões Anteriores. Recomendo comprar, mas só para pessoas que forem trabalhar com ela. É uma câmera cara, vale a pena cada centavo, se você é Filmmaker ou fotógrafo e vai usar a câmera, invista, vale muito a pena!

Sugestões, dúvidas ou comentários, estarei a disposição!

Veja também meu post sobre Equipamentos: O que pensar quando for comprar equipamentos

Veja também meu post sobre Objetivas: Uma pequena e rápida introdução

Gustavo Winther

Fotografia de Cinema – Movimentos de câmera

No Post passado sobre Fotografia de Cinema, eu comentei sobre como uma iluminação pode ajudar a criar um personagem, no caso Walter White,  e fazer ele se transformar durante uma série ou filme. Nesse post eu vou cometar a importância que é um movimento de câmera quando utilizado com um sentido e um propósito, não apenas usado para ser usado, na criação de uma narrativa cinematográfica.

No cinema existe diversas possibilidades de se colocar em cena uma ideia, agora tem vezes em que casamos muito bem a ideia e o modo como colocamos ela em cena. Vamos pensar em um filme, Birdman, que foi o ganhador do Oscar de melhor filme e melhor fotografia, é realmente muito bem utilizado a ideia de plano sequência no filme (plano sequencia é quando algo é filmado do começo ao fim “sem cortes” entre as cenas). A ideia do plano sequência caiu muito bem nesse filme, pois o personagem principal Riggan Thomson, uma Ex-celebridade de hollywood, conhecida por ter feito o papel de um super-herói e agora esta dirigindo uma peça na Brodway, é mentalmente

Foto do filme Birdman

Foto do filme Birdman

perturbado. Riggan, devido a sua fama passada, tem distúrbios mentais e esta sempre conversando com o seu personagem, o super-herói que ele fez no passado, para resolver os problemas da peça. Em certos momentos do filme Riggan tem delírios e coisas inesperadas aparecem no filme. A ideia de plano sequência ajuda a fazer você entrar nesse delírio, pois tudo o que você vê parece ser uma coisa só, é difícil separar o real e o delírio enquanto você esta vendo o filme, tudo parece a mesma coisa. No começo do filme, quando ainda não tinha percebido o padrão de delírios e realidade, eu falava para mim mesmo: “Nossa o cara tem super-poderes”. Enquanto na verdade ele não tinha nada, por esse motivo que eu achei que o recurso foi muito bem utilizado em Birdman, o diretor fez com que realmente ficássemos confusos sobre o que acontecia na telona.

Quando assisti o filme Birdman me veio na cabeça dois outros filmes. Um deles é o Festim Diabólico do Alfred Hitchcock aonde ele utilizou o mesmo recurso de plano sequência, a diferença é que na época (década de 40′) que Hitchcock fez esse filme ele não tinha os recursos para efeitos especiais que nem o Birdman teve, ou seja, fazer o plano sequencia era mais desafiador naquela época. No final o filme tem um resultado extraordinário é realmente muito bom! Não só pela fotografia, mas também pela estória, recomendo fortemente assistir esse filme.

Como eu disse o filme Birdman me lembrou dois filmes, o segundo filme é um filme chamado Iluminados: Os Fotógrafos é um documentário brasileiro aonde foi reunido os diretores de fotografia mais conhecidos como Walter Carvalho, Edgar Moura, Dib Lutfi, Pedro Farkas e outros, e no filme todos recebiam um roteiro o mesmo roteiro e cada diretor tinha que colocar aquele roteiro em imagens, era uma cena bem simples de uma casal, mas o interessante é perceber como cada diretor usou um recurso diferente para fazer a cena. O Edgar Moura, por exemplo, fez um plano sequência da cena, já o Dib ele trabalhou com a câmera no ombro, criando uma proximidade fora do normal na cena, o Walter Carvalho ao invés de investir em movimento de câmera, trabalhou a iluminação de uma maneira diferente e cada cena te faz sentir algo diferente, perceber algo diferente, mas é mesma cena, o que muda de uma cena para outra é como ela foi colocada no telão. Também recomendo assistir esse documentário (por sorte achei um link no youtube e vou deixar no final para vocês).

Como colocar uma ideia em uma cena, essa é grande sacada dos bons diretores, eles sabem juntar a técnica com a ideia, eles não fazem a técnica pela técnica e é por isso que filmes com grandes fotografias atingem as pessoas fazendo elas entrarem no filme e se perdendo nele. Tudo que foi dito aqui vale também para a fotografia estática, o que faz uma pessoa virar um bom fotógrafo? É ela saber colocar as idéias dela em imagens e se ela usar a técnica a seu favor, fazendo o trabalho dela ganhar mais sentido e créditos.

Referencias: 50 anos de luz, câmera, ação – Edgar Moura

Filme Iluminados: Os fotógrafos

Veja também o outro Post da série Fotografia de Cinema

Gustavo Winther

Ideias e Dicas – Usando o Flash fora da câmera

Hoje vou fazer um post um tanto diferenciado do que geralmente eu faço aqui no blog. Vou dar algumas dicas e ideias para você fotografo e que esta indo fazer algum ensaio ou trabalho  e se depara em um jogo de xadrez aonde você tem que fazer fotos boas, mas esta em uma situação difícil.

Há um tempo atrás eu fui chamado para fotografar o DJ André Mannrich em um dos seus shows. Ele ia tocar na FFLCH lá na USP, eu sabendo que ia ser uma balada, o local escuro, me preparei para a situação. Levei comigo a câmera, uma lente que é escura, mas compensei levando um Flash de Sapata. Até ai tudo ótimo, eu estava com a ideia de fazer fotos clássicas com flash, mas me deparei em uma situação difícil. Chegando lá vejo que o local da festa era uma zona e eu, particularmente, achei que o lugar ficou mal apresentado nas primeiras fotografias que fiz no evento. O fundo ficava muito evidente e como o local era zoneado a fotografia ficava zoneada. Então eu tive duas ideias, a primeira foi não usar o flash e rebolar com as outras configurações. Isso funcionou e resultou nas seguintes imagens:

André MannrichAndré MannrichAndré Mannrich

André Mannrich

Veja que foi uma boa ideia para resolver a situação e sairão ótimas fotos, mas ainda não era o que eu queria, queria algo mais. Então eu tive outra ideia, que foi a que eu mais gostei, eu retirei o flash da minha câmera e liguei ele. Na câmera eu mudei as configurações e mandei ver nas fotos, o resultado foi esse:André MannrichAndré MannrichAndré MannrichAndré MannrichAndré Mannrich  Isso foi apenas um jeito de resolver uma situação, tem outras 1000 maneiras diferentes de se resolver as coisas na fotografia, basta ter criatividade e assumir a fotografia como mentira que ela é, sabendo que ela é uma mentira, basta conta-la muito bem.

Gustavo Winther

Começando pelo começo – Cameras Pinhole

Bom, acredito que muitas pessoas hoje em dia usam câmeras fotográficas e fazem fotos lindas, mas não tem o menor conhecimento sobre como funciona a fotografia e como a imagem se forma. Por isso vou fazer esse post ensinando a fazer Pinholes, que são câmeras artesanais e de simples funcionamento. Antes de explicar o passo-a-passo da montagem, vou dar uma breve introduzida de como é a formação da imagem em uma câmera.

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Foto por: Aberlado Morell

O conceito que vamos ver aqui é o da câmera escura, que já era conhecido pelo ser humano há muito tempo, desde a época de Aristóteles. O filósofo grego descobriu que quando feito um pequeno buraco em uma sala escura uma imagem é formada na parede oposta ao buraco, projetando o exterior da sala. Como, por exemplo, a foto ao lado do fotógrafo Aberlado Morell que fez um ensaio fotográfico aonde fotografou diversos quartos com a “projeção” dentro deles. A  câmera fotográfica funciona como a câmera escura a unica diferença é que temos um material fotosenssivel aonde se forma a imagem que registra essa imagem, na câmera digital é o sensor fotográfico e nas câmeras analógicas o filme.

Depois dessa breve introdução sobre como funciona a câmera escura, explicar a Pinhole fica fácil. Basicamente ela é uma caixa escura, com um único buraco por onde vai entrar a luz e do outro lado desta caixinha temos um material sensível a luz, no caso da Pinhole o papel fotográfico (recomendo o papel fotográfico, mas se quiserem experimentar podem usar outros materiais fotos sensíveis como o filme fotográfico).

Como montar a sua Pinhole:

Materiais:

-Uma lata de leite ninho;

-Cartolina preta;

-Cola;

-Papel Laminado;

-Uma Agulha bem fina;

-Fita adesiva;

-Prego e martelo;

– Papel fotográfico (sensível a luz, não o de impressora)

Como montar:

1. Pegue a lata de leite ninho e revista a parte de dentro com a cartolina, colando em todo o interior da lata.

2. Pegue o prego e o martelo e abra um furo na lata, na parte convexa da latinha. É por esse buraco que a luz vai entrar.

3. Cubra esse buraco, pelo lado de fora, com um pedaço pequeno de papel laminado grudando ele nas bordas com a fita adesiva.

4.Agora vem a parte mais importante, com a agulha faça um furo, o menor possível, quase invisível, no papel laminado. Quanto menor for o furo, maior vai ser a definição da sua fotografia. Feito isso a sua câmera esta pronta.

Como usar:

Bom agora vem a parte complexa. Para carregar essa câmera você precisa de um quarto escuro, totalmente escuro ou com a luz vermelha de laboratório. Entrando no quarto escuro retire o papel fotográfico do saco corte um pedaço dele e coloque dentro da sua câmera. Certifique-se que o buraco por onde vai entrar a luz está fechado e não tem nenhuma luz entrando. O PAPEL NÃO PODE TER CONTATO COM A LUZ ATE O MOMENTO DA FOTO. Feito isso vá para o local onde irá fazer a foto, locais abertos de preferencia. Posicione a sua câmera e destampe o buraco e deixe a luz entrar, dependendo do dia você irá precisar de mais tempo de exposição. Em dias claros você pode deixar 10 segundos em dias nublados 15 segundos ou mais. Depois desse tempo, cubra novamente o buraco. A sua imagem esta la dentro. No papel fotográfico, mas se você abrir a câmera para ver a imagem não vai ver nada. Ela precisa ser processada agora, isso quer dizer passar por banhos químicos que vão revelar e fixar a imagem. Eu aconselho levar em um laboratório se for leigo no assunto de revelação, caso tenha um pouco de conhecimento ou vontade de aprender como revelar a sua imagem eu vou deixar um link abaixo (na verdade o link explica como montar a Pinhole também, sugiro ver para ter as imagens na cabeça) que explica quais químicos usar. Você pode ir tirando fotos com a sua câmera e ir guardando em um saco preto e levar várias juntas para revelar.

Foto por: Ricardo Hantzschel (Cidades invertidas)

Foto por: Ricardo Hantzschel (Cidades invertidas)

As possibilidades de trabalho com a Pinhole são infinitas é só ter criatividade. Vou deixar outro link mostrando o ensaio do fotógrafo Ricardo Hantzschel chamado cidades invertidas, onde ele fotografou são paulo só com Pinholes! Quem fizer a Pinhole manda uma foto dela para eu colocar aqui no Blog e se fizerem fotografias com ela mande também!

Sempre que surgir duvidas, sugestões ou críticas, por favor comente!

Veja como montar sua Pinhole!

Ricardo Hantzschel Pinholes!

Gustavo Winther