PHOTOSHOP – Como adicionar Flare!

Fala pessoas! Gustavo Winther aqui e hoje venho, pela primeira vez, trazer um vídeo falando sobre Photoshop! Essa ferramenta incrível que todos os fotógrafos devem conhecer e amar, e vamos falar de como adicionar o Flare usando o Photoshop!

Para quem não sabe, o Flare é o termo para  quando a luz entra diretamente pela lente da câmera e reflete nos vidros internos da lente criando elementos na imagem. Aquelas “bolinhas” é um efeito estético muito usado em diversas fotografias e ele é sempre muito atraente.

Nem sempre conseguimos fazer o efeito da maneira natural, seja por que a lente não é boa para fazer o Flare, talvez não tenhamos luz suficiente ou está muito nublado, são N fatores podem impedir você de fazer o Flare diretamente na hora da foto, mas podemos adicioná-lo usando o photoshop de maneira rápida e simples! Vou deixar o resto das dicas no vídeo que ficou bem mais fácil e simples de entender!

Gustavo Winther

 

Como comprar sua primeira câmera! – VÍDEO

Fala pessoal! Gustavo Winther aqui e hoje vou estar compartilhando com vocês um vídeo sobre “dicas” para aqueles que vão comprar sua primeira câmera! Eu já fiz um post aqui no Blog falando sobre o assunto (Se quiser dar uma olhada clica aqui)!, mas como algum tempo passou, acho legal levar em consideração outros fatores! (Lembrando que tudo que falo aqui é minha opinião e maneira de ver as coisas.) Acho bom frisar a seguinte questão NÃO é a câmera de R$ 50.000,00  que vai fazer suas fotografias ficarem boas ou ruins, NÃO é quantas lentes você tem que te torna em um fotógrafo melhor ou pior. Já vi muito fotógrafos fazerem uma foto FODA (para falar o português claro), com uma caixa de fósforo, assim como já vi muitos outros com uma câmera último modelo fazendo uma foto “xexelenta”. Eu espero que o vídeo traga uma nova visão para você que vai comprar sua nova câmera e esclareça algumas possíveis “dúvidas” nessa sua primeira escolha!

Gustavo Winther

[Re-Cut] Shape Of You – Ed Sheeran

Ultimamente eu tenho me divertido demais com produções Audiovisuais, como muitos puderam ver pelo meu canal do Youtube, e não só com produções mas também com diversas questões do AV. Entrei em vários grupos no Facebook para ver o que a galera estava produzindo e ver qual era o estilo do pessoal e sinceramente eu fiquei um pouco intrigado com a questão da montagem e da edição. É quase unânime, no senso comum, uma boa edição é aquela cheia de efeitos e transições muito loucas, Smooth zoom, Zoom in, Zoom out,  Luma key, são tantos efeitos que você

não sabe mais o que é o que. Eu comecei a questionar, será que isso faz uma edição ser uma boa edição? E as técnicas de montagem? Será que nesse âmbito comum as pessoas simplesmente ignoram (ou desconhecem) o poder de 2 imagens juntas? Questões que não são superficiais. Se

levarmos em conta que uma boa edição é o uso exagerado de efeitos e transições, então estamos considerando grandes filmes como Apocalipse Now  (que foi praticamente resolvido na edição)um filme ruim? Pessoas podem falar “Ah, mas filmes assim não precisam de efeitos nas transições e coisas assim”, por isso que estou fazendo esse post. Hoje trago o Clip da música Shape Of You do Ed Sheeran e desmonto ele para vocês, para mostrar, que mesmo em um clip, aonde esses efeitos seriam mais usados, não existe nenhum.

Foi um processo rápido, baixei o clip e fui cortando cena a cena, toda vez que eu via um corte eu cortava na timeline do Premiere e no final descobrimos algumas coisas interessantes. O clip tem um total de 4 minutos 23 segundos com os créditos no final. O tempo de clip sem

créditos é de 3m58s15f nesse meio tempo são feitos 165 cortes secos, dentre desses 165 cortes não existe nenhuma transição entre os quadros, nem o Fade In. Alguns quadros tem um certo Slow Motion, mas nada muito complexo. Dentre esses 165 quadros o take mais longo dura 6s6f, que é a cena do Ed dançando com a Jennie Pegouskie, que é a atriz que contracena com ele. Vale lembrar que o Aspect Ratio é de 16.9 e se eu estiver correto tem uma janela de 2.35.1.

Fatores importantes a se levar em consideração: Primeiro, existe um único take que eu acredito ter sido um 3D, que é uma cena da câmera entrando pelo bueiro e saindo em um local com o Ed treinando, mas apenas. Segundo fator importante é a iluminação e correção de cores do clip, temos um Teal and Orange presente em grande parte das cenas junto com um campo focal estreito, o que ajuda bastante na estética do Clip e ajuda na hora da montagem. Terceiro a montagem do clip é feita praticamente com raccords plásticos levando em conta a composição dos takes. Existe um paralelismo da montagem com a música, como vemos no começo do clip quando cada soco que ele dá no saco de pancadas está sincronizado com a batida, um detalhe que dá uma ótima sensação visual.

Ao meu ver é um clip bem resolvido, é agradável de se ver e não tem nenhuma artimanha de edição ou complexidades de transições. Não estou falando que o uso de transições e efeitos  é algo que desvalorize seu trabalho, muito pelo contrário, pode enriquecer muito a sua edição, mas o que eu não concordo é o fato de um trabalho ser considerado bem editado só por ter milhares de efeitos, enquanto um trabalho com apenas cortes secos e montagem inteligente ser considerado com uma “edição fraca” (Claro que isso não é uma regra geral, estou me baseando nas coisas que vejo pela internet, e nem todos pensam dessa maneira). Eu vou disponibilizar o projeto do Premiere para Download (Só clicar aqui), com todos os cortes que eu fiz e caso haja alguma objeção as coisas que eu escrevi estou aqui para debater e repensar! E mais, aqui em baixo vou deixar uma tabela com as especificações do clip desde câmeras usadas para realização, os números de cortes e coisas do gênero, apenas dados técnicos mas que pode ser de curiosidade geral.

 

Gustavo Winther

Processos Criativos – Vídeo

Quem nunca teve uma ideia, mas não soube desenvolver? Isso é mais comum do que você pensa! Tudo isso é parte do processo criativo. Hoje vim falar um pouco sobre esse assunto e dar algumas ideias do que ele é, e como tentar entender, um mínimo, desse processo.

Porque criar?

Essa é uma pergunta muito importante, e talvez, o ponto de partida para você que quer criar algo. Temos que nos perguntar por que queremos criar algo, seja o que for. O ato de criar é um processo digestivo da mente, e quando criamos estamos colocando para fora do nosso corpo sentimentos, angústias, questões pessoais, reflexões e etc. Por isso a pergunta “porque criar?”  é tão importante, pois conseguimos assim, identificar o que queremos dizer para os outros e ficando mais fácil escolher como vamos dizer, o que nos leva à outra questão…

Como vamos contar o que sentimos?

Essa é uma questão importante, como você quer contar aos outros o que você sente? Você pode fazer de várias maneiras como, uma pintura, uma fotografia, um vídeo, um texto, um poema e por aí vai. São infinitas as maneiras de comunicar os sentimentos, o que é importante, é encontrar aquela que, segundo você, represente melhor seus sentimentos. Veja meu caso, a fotografia e o vídeo são as minhas maneiras de transcodificar minha mente em algo mais palpável, e isso é muito pessoal. Existem pessoas que se expressam pela escrita, tem outras que se expressam pelo corpo, etc… O importante é descobrir qual a maneira que você se sente melhor para se expressar.

O medo do julgamento

Criar é algo tão complexo e pessoal que sempre temos medo de sermos julgados pelo o que criamos. Nos importamos muito com a opinião alheia e o que o “outro” vai pensar. Isso sempre prejudica um pouco, claro que ter a opinião do outro sobre o que criamos é importante, mas devemos ter cuidado para que a nossa criação não se torne a criação do outro.

Nunca se limitar

O mais belo do processo criativo é poder imaginar tudo o que queremos e nunca nos limitar. Claro que, quando vamos colocar em prática, algumas coisas não são possíveis por diversas questões, como orçamento ou viabilidade, mas em um primeiro momento da criação, o fato de imaginar além do impossível é primordial e prazeroso.

A criação não tem receita, não tem certo ou errado. É uma manifestação do ser humano. Fiz um vídeo (um primeiro teste nesse estilo) dando 3 dicas simples para ajudar vocês a entenderem mais ainda seu processo criativo e conseguir aumentá-la. Espero que gostem do material!

 

Gustavo Winther

Fotografando a Orquestra Sinfônica do Instituto Baccarelli

Hoje vim fazer um post rápido sobre uma experiência que eu tive no Domingo (18/09/2016) fotografando a orquestra do Instituto Baccarelli. Antes de mostrar as fotos, vou falar um pouco sobre o que é o instituto. Ele é uma organização sem fins lucrativos, tanto que eu fui fotografar eles voluntariamente, está localizado na comunidade de Heliópolis em São Paulo com a missão oferecer uma educação musical (que vai muito além de “só música”) à jovens que estão em uma situação de vulnerabilidade social, o instituto existe desde 1998 e foi criado pelo Silvio Baccarelli. Eu tive a sorte de conhecer o Instituto quando estava no Ensino Fundamental e fui visitá-los com a escola e agora tive a oportunidade de fotografá-lós e foi INCRÍVEL. Além de render belas fotos, é delicioso trabalhar ouvindo a Orquestra, fiquei arrepiado diversas vezes durante a apresentação. Sem muitas delongas, aqui estão as fotos, não tem muito o que falar, imagino que as imagens digam mais.

 

 

Gustavo Winther

Fotografia Documental

Mais um semestre acabou! Como alguns sabem, eu faço o Bacharelado em Fotografia do Centro Universitário SENAC, e durante esse semestre eu tive várias matérias como Still Life, Edição Audiovisual, Direção e Iluminação de retratos e Fotografia Documental. Dentre todas, a última foi uma das que eu mais produzi fotografias. Tivemos um tema de fotografar os patrimônios históricos de São Paulo, podíamosabordar o tema de diversas maneiras, quando comecei, tinha em mente fazer os patrimônios da maneira mais clichê possível, que seria enquadrar o assunto naquele fim do dia onde o céu já esta todo roxeado, o famoso lusco-fusco. Produzi algumas fotografias nesse estilo, no dia da primeira apresentação mostrei essas fotos com mais algumas que tinha feito, que no começo não achei grande coisa, estando crente que ele ia olhar e falar que deveria seguir no lusco-fusco, mas para minha surpresa foi o contrário, ele virou para mim e disse “fazer o lusco-fusco é muito fácil. Você vai lá uma hora do dia, monta a câmera e faz a foto. Já esse outro estilo é mais desafiador, você tem que extrair leite de pedra”. Com isso em mente eu reparei que ele tinha razão, fazer o lusco-fusco não ia aumentar meu potencial, nem iria fazer o meu trabalho fotográfico melhorar, então decidi “extrair leite de pedra” e fazer fotos onde provavelmente não teria nada.

Esse foi meu post para finalizar o semestre, e como incentivo, eu digo para vocês, vamos sempre buscar desafios para melhorar nossas produções, por que o comum é muito fácil, por isso temos sempre que “extrair leite de pedra”. Espero que tenham gostado, qualquer dúvida, sugestão ou crítica estou a disposição, nos vemos em agosto!

Gustavo Winther

Referências – Josh Wool

Dando continuidade aos Posts de referências, hoje eu trago o americano, Josh Wool. Ele trabalha atualmente com capas de discos, editoriais e retratos em ferrótipos (ou Tintypes, em inglês). Ele não é um artista de renome, mas seu trabalho é delicado e interessante. A parta mais intrigante do seu trabalho, é sem dúvida, o ferrótipo. Para os que não sabem, é quando você sensibiliza uma placa de metal com sais de prata, tornando-a fotossensível e podendo assim fixar uma imagem nela.

É fácil reconhecer em seu trabalho o que é feito com o Tintype e o que é feito no digital, você percebe uma textura diferenciada, uma “sujeira” na imagem. Eu considero o trabalho de Wool uma referência de peso, pois além de serem grandes retratos, ele traz o processo histórico do Tintype de volta em um momento totalmente contemporâneo.

 

Gustavo Winther

Referências – Gregory Crewdson

Semana passada eu fiz um post falando sobre um projeto que realizei e trouxe o fotógrafo Minkkinen, que trabalha com o corpo humano, como referência. Durante essa semana eu estava refletindo e cheguei ao seguinte raciocínio, em um mundo onde todas as câmeras fotográficas são capazes de fazer belas fotos em um mundo onde qualquer pessoa consegue aprender o básico da fotografia, o que vai diferenciar um trabalho do outro, já que o nível técnico não é mais um separador? Pensei sobre isso e cheguei a seguinte conclusão, o que torna um trabalho melhor do que o outro, é a maneira como o fotógrafo vai olhar para aquela situação, é como cada olhar é moldado de acordo com as referencias e cargas culturais do fotógrafo, e é por esse motivo que eu estou fazendo esse post. Percebi que ficar rondando em cima de temas como, “O que é ISO (ASA)?”, “O que é diafragma?” e questões técnicas não é o principal. Por isso, vou começar a trazer minhas referências tanto na fotografia, na pintura e artes no geral para vocês aqui do Blog.

Para inaugurar essa nova sessão de posts eu trago uma referência minha (que eu amo!), o fotógrafo americano Gregory Crewdson. Suas fotografias ficaram conhecidas pela grande quantidade de elementos e qualidade, são fotografias que transmitem uma atmosfera única, é como olhar Gregory_Crewdson_2uma pintura. Quando estava pesquisando sobre ele descobri algumas coisas, Crewdson só trabalha com câmeras de grande formato, aquelas de fólio, e negativos, em seu processo, ele usa o digital somente no final para juntar algumas partes. Fora isso, suas fotografias demoram em média 1 dia para serem feitas, ele tem uma equipe de aproximadamente 20 pessoas para ajudar na produção das imagens. Um dos seus trabalhos mais conhecidos é o “Beneath The Roses” . Vou colocar algumas fotos dele aqui em baixo e também vou colocar uma entrevista (em inglês) logo em seguida só para dar uma dimensão das produções dele.

Espero trazer novas perspectivas com alguns fotógrafos que vou apresentar aqui! Qualquer dúvida, questão ou crítica, estou a disposição!

 

UPTADE

O vídeo que estava originalmente neste post foi tirado do ar, então substitui por um outro vídeo, também muito interessante, mas infelizmente não mostra as grandes produções de Crewdson.

Gustavo Winther

Ideias e Dicas – Auto retratos diferentes

Fala pessoal, hoje vim dar uma dica de como fazer um “auto-retrato” um tanto quanto inusitado. Durante esse semestre tive a oportunidade de descobrir o trabalho de um fotógrafo finlândes Minkkinenchamado Arno Rafael Minkkinen, onde de maneira muito divertida e inusitada ele insere o corpo dele no meio da paisagem causando estranheza ao espectador. As fotos dele me inspiraram a fazer algo, que ainda estou aperfeiçoando, que é colocar meu corpo em locais inusitados e fazer as fotos. O resultado é certamente curioso, pois acaba abrindo a sua cabeça para possibilidades. Além de trazer essa referência hoje para vocês, vou compartilhar um pouco das fotos que eu fiz inspirado no Minkkinen e em um fotógrafo britânico chamado Bill Brandt, que também faz essa brincadeira com o corpo na fotografia. Vale lembrar que nenhum dos dois usa Photoshop nas imagens, o que as torna ainda mais incríveis e no caso do Minkkinen o modelo é ele mesmo. Agora, vem algumas fotos que eu fiz pensando nessa ideia de colocar o corpo em locais diferenciados, retirando do contexto normal:

Como meu trabalho ainda está em andamento ele pode parecer um tanto quanto confuso. Eu vejo ele como um processo, admito que as 3 últimas imagens me agradam mais, onde coloco o corpo em locais inusitados e uso o Light Paiting para iluminar.

Gustavo Winther

Fotografando a Parada LGBT!

Hoje vim fazer um post bem interessante contando um pouco sobre como foi a experiência de ser um fotógrafo credenciado por uma agencia para fotografar a 20º Parada do orgulho LGBT, além de mostrar o resultado para vocês! Fui convidado por um dos meus professores parCredenciala fazer a cobertura da Parada, foram convidados, eu e mais quatro colegas da faculdade, topei na hora, não tinha o que pensar sobre. Eu fui o encarregado de retirar as credenciais na Fleishman Hillard, que foi a agência que fez a parceria com o Senac. Qual o grande “lance” de ter uma credencial? O primeiro é que você está no lugar pela agencia, então
existe algumas facilidades, você conhece algumas pessoas, aumenta sua rede de contatos, esse é o primeiro ponto, o segundo é você ganha uma pulseira (da impressa ou da produção) que vai dar acesso à todos os trios elétricos do evento, ou seja, você como fotógrafo credenciado tem a possibilidade de estar em um lugar que os outros não vão estar, dando a você a possibilidade de fazer a foto que o outro não faria. Claro que a foto boa pode estar em qualquer lugar, independente de credencial.  O mais importante de participar de um evento desse tamanho para uma imprensa é a experiencia que você consegue, eu tive a oportunidade de conseguir ver outros fotógrfos trabalharem, pessoas que me deram alguns toques e dicas de o que prestar atenção, como me comportar no meio da parada e os perigos dentro dela. O resultado me agradou, consegui fazer ótimas fotos e ainda consegui fazer um pequeno vídeo da parada.

Fotografias:

Vídeo:

 

É isso ai! Espero que tenha curtido as fotos e o vídeo! Qualquer dúvida, crítica ou sugestão, só comentar!

Gustavo Winther