Processos Criativos – Vídeo

Quem nunca teve uma ideia, mas não soube desenvolver? Isso é mais comum do que você pensa! Tudo isso é parte do processo criativo. Hoje vim falar um pouco sobre esse assunto e dar algumas ideias do que ele é, e como tentar entender, um mínimo, desse processo.

Porque criar?

Essa é uma pergunta muito importante, e talvez, o ponto de partida para você que quer criar algo. Temos que nos perguntar por que queremos criar algo, seja o que for. O ato de criar é um processo digestivo da mente, e quando criamos estamos colocando para fora do nosso corpo sentimentos, angústias, questões pessoais, reflexões e etc. Por isso a pergunta “porque criar?”  é tão importante, pois conseguimos assim, identificar o que queremos dizer para os outros e ficando mais fácil escolher como vamos dizer, o que nos leva à outra questão…

Como vamos contar o que sentimos?

Essa é uma questão importante, como você quer contar aos outros o que você sente? Você pode fazer de várias maneiras como, uma pintura, uma fotografia, um vídeo, um texto, um poema e por aí vai. São infinitas as maneiras de comunicar os sentimentos, o que é importante, é encontrar aquela que, segundo você, represente melhor seus sentimentos. Veja meu caso, a fotografia e o vídeo são as minhas maneiras de transcodificar minha mente em algo mais palpável, e isso é muito pessoal. Existem pessoas que se expressam pela escrita, tem outras que se expressam pelo corpo, etc… O importante é descobrir qual a maneira que você se sente melhor para se expressar.

O medo do julgamento

Criar é algo tão complexo e pessoal que sempre temos medo de sermos julgados pelo o que criamos. Nos importamos muito com a opinião alheia e o que o “outro” vai pensar. Isso sempre prejudica um pouco, claro que ter a opinião do outro sobre o que criamos é importante, mas devemos ter cuidado para que a nossa criação não se torne a criação do outro.

Nunca se limitar

O mais belo do processo criativo é poder imaginar tudo o que queremos e nunca nos limitar. Claro que, quando vamos colocar em prática, algumas coisas não são possíveis por diversas questões, como orçamento ou viabilidade, mas em um primeiro momento da criação, o fato de imaginar além do impossível é primordial e prazeroso.

A criação não tem receita, não tem certo ou errado. É uma manifestação do ser humano. Fiz um vídeo (um primeiro teste nesse estilo) dando 3 dicas simples para ajudar vocês a entenderem mais ainda seu processo criativo e conseguir aumentá-la. Espero que gostem do material!

 

Gustavo Winther

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Fotografando a Orquestra Sinfônica do Instituto Baccarelli

Hoje vim fazer um post rápido sobre uma experiência que eu tive no Domingo (18/09/2016) fotografando a orquestra do Instituto Baccarelli. Antes de mostrar as fotos, vou falar um pouco sobre o que é o instituto. Ele é uma organização sem fins lucrativos, tanto que eu fui fotografar eles voluntariamente, está localizado na comunidade de Heliópolis em São Paulo com a missão oferecer uma educação musical (que vai muito além de “só música”) à jovens que estão em uma situação de vulnerabilidade social, o instituto existe desde 1998 e foi criado pelo Silvio Baccarelli. Eu tive a sorte de conhecer o Instituto quando estava no Ensino Fundamental e fui visitá-los com a escola e agora tive a oportunidade de fotografá-lós e foi INCRÍVEL. Além de render belas fotos, é delicioso trabalhar ouvindo a Orquestra, fiquei arrepiado diversas vezes durante a apresentação. Sem muitas delongas, aqui estão as fotos, não tem muito o que falar, imagino que as imagens digam mais.

 

 

Gustavo Winther

Fotografia Documental

Mais um semestre acabou! Como alguns sabem, eu faço o Bacharelado em Fotografia do Centro Universitário SENAC, e durante esse semestre eu tive várias matérias como Still Life, Edição Audiovisual, Direção e Iluminação de retratos e Fotografia Documental. Dentre todas, a última foi uma das que eu mais produzi fotografias. Tivemos um tema de fotografar os patrimônios históricos de São Paulo, podíamosabordar o tema de diversas maneiras, quando comecei, tinha em mente fazer os patrimônios da maneira mais clichê possível, que seria enquadrar o assunto naquele fim do dia onde o céu já esta todo roxeado, o famoso lusco-fusco. Produzi algumas fotografias nesse estilo, no dia da primeira apresentação mostrei essas fotos com mais algumas que tinha feito, que no começo não achei grande coisa, estando crente que ele ia olhar e falar que deveria seguir no lusco-fusco, mas para minha surpresa foi o contrário, ele virou para mim e disse “fazer o lusco-fusco é muito fácil. Você vai lá uma hora do dia, monta a câmera e faz a foto. Já esse outro estilo é mais desafiador, você tem que extrair leite de pedra”. Com isso em mente eu reparei que ele tinha razão, fazer o lusco-fusco não ia aumentar meu potencial, nem iria fazer o meu trabalho fotográfico melhorar, então decidi “extrair leite de pedra” e fazer fotos onde provavelmente não teria nada.

Esse foi meu post para finalizar o semestre, e como incentivo, eu digo para vocês, vamos sempre buscar desafios para melhorar nossas produções, por que o comum é muito fácil, por isso temos sempre que “extrair leite de pedra”. Espero que tenham gostado, qualquer dúvida, sugestão ou crítica estou a disposição, nos vemos em agosto!

Gustavo Winther

Referências – Josh Wool

Dando continuidade aos Posts de referências, hoje eu trago o americano, Josh Wool. Ele trabalha atualmente com capas de discos, editoriais e retratos em ferrótipos (ou Tintypes, em inglês). Ele não é um artista de renome, mas seu trabalho é delicado e interessante. A parta mais intrigante do seu trabalho, é sem dúvida, o ferrótipo. Para os que não sabem, é quando você sensibiliza uma placa de metal com sais de prata, tornando-a fotossensível e podendo assim fixar uma imagem nela.

É fácil reconhecer em seu trabalho o que é feito com o Tintype e o que é feito no digital, você percebe uma textura diferenciada, uma “sujeira” na imagem. Eu considero o trabalho de Wool uma referência de peso, pois além de serem grandes retratos, ele traz o processo histórico do Tintype de volta em um momento totalmente contemporâneo.

 

Gustavo Winther

Referências – Gregory Crewdson

Semana passada eu fiz um post falando sobre um projeto que realizei e trouxe o fotógrafo Minkkinen, que trabalha com o corpo humano, como referência. Durante essa semana eu estava refletindo e cheguei ao seguinte raciocínio, em um mundo onde todas as câmeras fotográficas são capazes de fazer belas fotos em um mundo onde qualquer pessoa consegue aprender o básico da fotografia, o que vai diferenciar um trabalho do outro, já que o nível técnico não é mais um separador? Pensei sobre isso e cheguei a seguinte conclusão, o que torna um trabalho melhor do que o outro, é a maneira como o fotógrafo vai olhar para aquela situação, é como cada olhar é moldado de acordo com as referencias e cargas culturais do fotógrafo, e é por esse motivo que eu estou fazendo esse post. Percebi que ficar rondando em cima de temas como, “O que é ISO (ASA)?”, “O que é diafragma?” e questões técnicas não é o principal. Por isso, vou começar a trazer minhas referências tanto na fotografia, na pintura e artes no geral para vocês aqui do Blog.

Para inaugurar essa nova sessão de posts eu trago uma referência minha (que eu amo!), o fotógrafo americano Gregory Crewdson. Suas fotografias ficaram conhecidas pela grande quantidade de elementos e qualidade, são fotografias que transmitem uma atmosfera única, é como olhar Gregory_Crewdson_2uma pintura. Quando estava pesquisando sobre ele descobri algumas coisas, Crewdson só trabalha com câmeras de grande formato, aquelas de fólio, e negativos, em seu processo, ele usa o digital somente no final para juntar algumas partes. Fora isso, suas fotografias demoram em média 1 dia para serem feitas, ele tem uma equipe de aproximadamente 20 pessoas para ajudar na produção das imagens. Um dos seus trabalhos mais conhecidos é o “Beneath The Roses” . Vou colocar algumas fotos dele aqui em baixo e também vou colocar uma entrevista (em inglês) logo em seguida só para dar uma dimensão das produções dele.

Espero trazer novas perspectivas com alguns fotógrafos que vou apresentar aqui! Qualquer dúvida, questão ou crítica, estou a disposição!

 

UPTADE

O vídeo que estava originalmente neste post foi tirado do ar, então substitui por um outro vídeo, também muito interessante, mas infelizmente não mostra as grandes produções de Crewdson.

Gustavo Winther

Ideias e Dicas – Auto retratos diferentes

Fala pessoal, hoje vim dar uma dica de como fazer um “auto-retrato” um tanto quanto inusitado. Durante esse semestre tive a oportunidade de descobrir o trabalho de um fotógrafo finlândes Minkkinenchamado Arno Rafael Minkkinen, onde de maneira muito divertida e inusitada ele insere o corpo dele no meio da paisagem causando estranheza ao espectador. As fotos dele me inspiraram a fazer algo, que ainda estou aperfeiçoando, que é colocar meu corpo em locais inusitados e fazer as fotos. O resultado é certamente curioso, pois acaba abrindo a sua cabeça para possibilidades. Além de trazer essa referência hoje para vocês, vou compartilhar um pouco das fotos que eu fiz inspirado no Minkkinen e em um fotógrafo britânico chamado Bill Brandt, que também faz essa brincadeira com o corpo na fotografia. Vale lembrar que nenhum dos dois usa Photoshop nas imagens, o que as torna ainda mais incríveis e no caso do Minkkinen o modelo é ele mesmo. Agora, vem algumas fotos que eu fiz pensando nessa ideia de colocar o corpo em locais diferenciados, retirando do contexto normal:

Como meu trabalho ainda está em andamento ele pode parecer um tanto quanto confuso. Eu vejo ele como um processo, admito que as 3 últimas imagens me agradam mais, onde coloco o corpo em locais inusitados e uso o Light Paiting para iluminar.

Gustavo Winther

Fotografando a Parada LGBT!

Hoje vim fazer um post bem interessante contando um pouco sobre como foi a experiência de ser um fotógrafo credenciado por uma agencia para fotografar a 20º Parada do orgulho LGBT, além de mostrar o resultado para vocês! Fui convidado por um dos meus professores parCredenciala fazer a cobertura da Parada, foram convidados, eu e mais quatro colegas da faculdade, topei na hora, não tinha o que pensar sobre. Eu fui o encarregado de retirar as credenciais na Fleishman Hillard, que foi a agência que fez a parceria com o Senac. Qual o grande “lance” de ter uma credencial? O primeiro é que você está no lugar pela agencia, então
existe algumas facilidades, você conhece algumas pessoas, aumenta sua rede de contatos, esse é o primeiro ponto, o segundo é você ganha uma pulseira (da impressa ou da produção) que vai dar acesso à todos os trios elétricos do evento, ou seja, você como fotógrafo credenciado tem a possibilidade de estar em um lugar que os outros não vão estar, dando a você a possibilidade de fazer a foto que o outro não faria. Claro que a foto boa pode estar em qualquer lugar, independente de credencial.  O mais importante de participar de um evento desse tamanho para uma imprensa é a experiencia que você consegue, eu tive a oportunidade de conseguir ver outros fotógrfos trabalharem, pessoas que me deram alguns toques e dicas de o que prestar atenção, como me comportar no meio da parada e os perigos dentro dela. O resultado me agradou, consegui fazer ótimas fotos e ainda consegui fazer um pequeno vídeo da parada.

Fotografias:

Vídeo:

 

É isso ai! Espero que tenha curtido as fotos e o vídeo! Qualquer dúvida, crítica ou sugestão, só comentar!

Gustavo Winther

Ensaio – No tubo

Essa semana estava fazendo uma limpa em um HD antigo, e me deparei com um ensaio que fiz durante o 3º Semestre da faculdade. O ensaio se chama “No Tubo” , criei ele inspirado nas famosas fotografias do Irving Penn da série “Corner”, onde o fotógrafo coloca uma pessoa famosa entre duas tapadeiras e faz um retrato. Dessa série, Irving fotografou grandes personalidades como Truman Capote, Marcel Duchamp, Salvador Dalí, Igor Stravinsky e muitos outros. A ideia do fotógrafo era expremer a personalidade por trás da fama do retratado, ele fez isso colocando as pessoas em um local apertado, dando pouco espaço para elas se esquivarem.

Inspirado por esse conceito, lá fui eu fazer algo semelhante, porém ao invés de colocar o retratado entre tapadeiras eu optei por criar um tubo enorme e preto, onde a pessoa entrava e eu fotografava por cima com uma única luz. Baseado muito no discurso do colecionismo, esse ensaio tem como base colecionar diversas pessoas.

 

Gustavo Winther

Equipamentos e Gadtes – Nosso novo Drone!

Quem nunca quis um drone? Ou pelo menos com voar um? Confesso que há tempos tenho vontade de ter um e agora, finalmente, consegui um! O DJI Phantom 3 Standard, e está na hora de dividir com vocês, o que eu achei do drone, minhas primeiras impressões, vantagens e desvantagens, falar sobre ele no geral. Para os que desconhecem o DJI_phantom_3_Standard
universo dos drones o Phantom 3 Standard é um dos melhores custos benefícios no mercado dos drones
(com o preço inicial de US$ 499,99). Ele consegue entregar imagens de alta qualidade por um preço acessível, ele foi considerado um drone que está entre o amador e o profissional, preenchendo esse gap.  

Tech Specs

Câmera

O Phantom 3 Standard se destacou no mercado pela sua eficiência, muitos consideram ele o drone de 2015, pois com um preço acessível, ele entrega vídeos de até 2.7K de qualidade e fotografias de 12MP que podem ser feitas em RAW e JPG, dando à ele um grande diferencial. No geral ele tem um ótimo desempenho na questão imagética, mesmo sem o 4K. Suas cores são boas e sua câmera tem uma abertura de f/2.8 o que dá definição para as fotografias e vídeos, e com um ângulo de visão de 94º, e uma lente 20mm, equivalente à 35mm no sensor Full Frame. Sua sensibilidade (ISO) vária entre 100-1600, para fotografias, e 100-3200, para vídeos, porém seu desempenho em situações de baixa luz é questionável podendo deixar sua imagem um pouco granulada.

Aeronave

Até agora só falamos da qualidade da imagem, vamos um pouco mais afundo e falar sobre a aeronave em si. O drone pesa por volta de 1,2Kg e sua diagonal tem 350mm (35cm), o que permite que ele tenha uma velocidade de ascendência de 5 m/s, consideravelmente rápido e uma velocidade de descendência de 3 m/s e com velocidade de 16 m/s! O drone traz com ele algumas funções que facilitam o voo como por exemplo o modo GPS, que permite que ele marque o local de partida, para caso haja algum problema no meio do voo, como perda de sinal, ele voltar automaticamente para o lugar de  onde saiu, além disso, o modo GPS contém modos inteligentes de voo, que são:

Way Points:

Nesse modo você marca pontos no mapa e o drone navega automaticamente por eles na velocidade e altura decidida por você, a vantagem é que existe um grande controle sobre a imagem que está sendo captada.

Point of Interest:

Nesse modo de voo você marca um ponto no mapa, uma casa por exemplo, e escolhe uma distancia da casa, quando o drone subir, ele vai fazer um círculo em volta do ponto escolhido.

Follow Me:

Como o próprio nome já diz, nesse modo você coloca o drone para te seguir, tecnicamente dizendo, ele vai seguir a pessoa que estiver com o controle.

Course Lock:

Nesse modo você automatiza o seu drone para voar em uma direção sem que a frente do drone esteja apontando nessa direção.

Home Lock:

Nesse modo você marca o seu Home Point no drone e, quando ele se afastar demais basta ativar essa função fazendo ele retornar para você.

Unboxing

Para os curiosos em saber como o drone é embalado e o que vem dentro da caixa eu fiz um Unboxing mostrando item á item e explicando um pouco sobre ele no final.

Quem vai comprar esse drone?

Essa é uma grande pergunta. O DJI Phantom 3 Standard é um drone para iniciantes, porém com grande qualidade. O que estou querendo dizer é que o DJI Phantom 3 é para pessoas que estão entrando no mundo dos drones e tem vontade de seguir em frente e fazer grandes imagens. É um investimento que vale a pena se você trabalha como autônomo ou é um filmmaker, ele vai te dar a possibilidade de fazer imagens mais ousadas e aguçar sua criatividade.

 

Essas são apenas algumas informações sobre esse pequeno e potente drone. Pretendo escrever mais sobre ele, falando um pouco sobre seu funcionamento e desempenho, mas antes disso eu preciso submete-lo à um bom tempo de uso, para poder falar com certeza quais são as qualidades e os defeitos dele.

Qualquer dúvida, crítica ou sugestão estou disponível!

Gustavo Winther

Ideias e Dicas – Light Paiting Resultados

Hoje venho aqui compartilhar os resultados de algumas fotos que eu fiz durante as últimas semanas, e como o próprio nome já diz, são fotos que foram feitas com a técnica de Light Paiting. Para quem não sabe, é quando você deixa a câmera em longa exposição e usa uma lanterna para “pintar” o que você quer que apareça na foto. É uma técnica bem legal, que pode ser aplicada de várias maneiras e possui inúmeras possibilidades de criação. Aqui vão algumas imagens que eu produzi usando Light Paiting (Clique nas imagens para ampliar) :

Além de poder abrir as possibilidades de criação, o Light Paiting permite que você crie uma luz super sofisticada e com um clima dramático a partir de uma lanterna, que não é um equipamento caro de se conseguir.

Gustavo Winther