Princípios da Fotografia! – Aprenda os conceitos básicos para dominar sua câmera!

OK OK!!

Há tempos não posto aqui no Blog, abandonei ele? Não, apenas estou postando mais no meu Canal do YouTube! Recomendo você passar por lá se você gosta de produção audiovisual e fotografia estou dando muitas dicas sobre os temas!

Bom meu nome é Gustavo Winther  e hoje vim trazer alguns conceitos básicos da fotografia. Quem acompanha meu canal já viu a série princípios da fotografia abordo temas básicos para qualquer fotógrafo. No post de Hoje quero trazer os conceitos sobre como usar o Modo Manual  da sua câmera.

O que é o Modo Manual?

Todo mundo que começa a fotografar cedo ou tarde vai se deparar com o desafio de aprender a usar o modo manual. Ele não é nenhum bicho de 7 cabeças, então, para começar, o que é esse tal modo manual? (Rimas a parte, mas ficou legal).

Modo Manual em uma Câmera DSLR

A câmera fotográfica busca equilíbrio! Toda vez que você aponta para uma cena ela processa todas as diferentes fontes de luzes e “decide” qual é o equilíbrio de luz para aquela imagem, ou seja, ela sempre tenta achar qual é o ponto em que tudo fica “iluminado”, fazendo todo esse processo de uma maneira automática. Ela controla, a partir de 3 grandezas (ISO, Velocidade e Abertura), o quanto de luz vai entrar na câmera para se ter uma imagem equilibrada.

O modo manual da câmera é para você liberar a capacidade de controlar individualmente essas 3 grandezas e decidir o quanto de luz entra ou não na sua câmera. Isso é a famosa Fotometria.

Fotometria é o termo para uma escala de quantidade de luz que está presente em todas as câmeras.

Fotometria Ilustração

Ele indica como a fotografia vai ficar, se vai ficar mais clara ou mais escura, mas para você controlar isso é necessário você entender as 3 grandezas da fotografia ISO ou sensibilidade, Velocidade do Obturador e Abertura da Objetiva.

O que é ISO?

Vamos começar falando sobre o ISO ou sensibilidade do sensor. Toda câmera digital tem um sensor que é sensível a luz, antigamente nas câmeras analógicas esse sensor era o Filme Fotográfico. Esse sensor mede a sensibilidade em ISO. Quanto maior o valor do ISO, mais sensível a luz ele está. Quanto menor o valor ISO menos sensível ele está a luz!

Veja o vídeo que eu esclareço todas as suas dúvidas!!!

Como eu disse no vídeo. Se você usa um ISO de 200 o seu sensor está pouco sensibilizado a luz sendo assim a fotografia fica mais escura. Se você usa um ISO de 1600 o seu sensor está super sensibilizado à luz e sua foto vai ficar mais clara.

E vale lembrar do aspecto estético da imagem! Quanto maior for o ISO da sua câmera mais granulação vai ter na sua fotografia, quanto menor o ISO menos granulação vai ter sua foto, veja o exemplo a seguir!

Sensibilidade ou ISO

O que é Velocidade do Obturador?

A segunda grandeza de uma câmera fotográfica é a Velocidade do Obturador. Esse valor é medido em segundos e frações de segundos e pode variar de 30 segundos até 1/4000 segundo.

Para entendermos a velocidade precisamos entender a mecânica básica de uma câmera. Toda câmera tem uma peça chamada obturador ele fica entre a lente e o sensor e a função dela é controlar o período de tempo que o sensor recebe luz. Temos que pensar o obturador como uma janela que abre durante um certo período de tempo para a luz entrar no quarto. Quanto mais tempo aberto mais luz o quarto recebe e mais claro ele fica. Quando menos tempo aberto menos luz  o quarto recebe e mais escuro ele fica.

Veja o vídeo abaixo onde explico perfeitamente tudo isso!

A velocidade assim como o ISO controla outro aspecto estético da imagem. Quanto mais lento for a velocidade do obturador mais “Borrado” vai ser a fotografia e quanto mais rápido for a velocidade mais “congelada” vai ser a imagem, confira ao exemplo a seguir!

Velocidade do obturador

O que é Abertura do diafragma ou f-stops?

A abertura ou F-stops diferente das duas outras grandezas é uma função da objetiva. Cada objetiva tem uma abertura diferenciada. Essa abertura é responsável pela quantidade de luz que entra na câmera. Ela tem valores que varia de f/1.4 até f/22. Sendo que f/1.4 é o diafragma super aberto, ou seja que permite muita entrada de luz e f/22 é o diafragma super fechado, ou seja que permite pouca entrada de luz.

Um pouco confuso né? Confere o vídeo que não fica nada confuso!!

Além disso a abertura controla um aspecto estético da imagem. Ela controla a profundidade de campo e campo focal da sua fotografia. A imagem é formada por pequenos círculos de luz, quando colocamos uma objetiva para intermediar o processo entre luz e sensor nós adicionamos características estéticas como por exemplo o foco, a habilidade de poder escolher que área da imagem vamos focar. Além disso com a adição do diafragma para controlar a entrada de luz, que é um grande círculo, nós conseguirmos controlar o tamanho do círculo de luz que irá formar a imagem e por consequência isso interfere no capo focal da imagem, que é a área possível para se fazer o foco. Quando mais fechado o seu diafragma for (EX: f/22) maior vai ser seu campo focal. Quando mais aberto for seu diafragma (EX: f/1.4) menor vai ser seu campo focal e mais desfoque vai ter sua fotografia. Confira a imagem abaixo que exemplifica tudo isso!!

Abertura do Diafragma ou F-stops

Essas são as 3 grandezas da fotografia e a partir do entendimento delas e de como cada uma funciona você vai buscar a fotometria correta para sua imagem.

E agora? Vai usar o Modo Manual para fazer suas fotografias? Espero que tenham gostado do artigo, não se esqueçam de dar uma olhada no canal do YouTube! Vejo vocês no próximo!

Gustavo Winther

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Processos Criativos – Vídeo

Quem nunca teve uma ideia, mas não soube desenvolver? Isso é mais comum do que você pensa! Tudo isso é parte do processo criativo. Hoje vim falar um pouco sobre esse assunto e dar algumas ideias do que ele é, e como tentar entender, um mínimo, desse processo.

Porque criar?

Essa é uma pergunta muito importante, e talvez, o ponto de partida para você que quer criar algo. Temos que nos perguntar por que queremos criar algo, seja o que for. O ato de criar é um processo digestivo da mente, e quando criamos estamos colocando para fora do nosso corpo sentimentos, angústias, questões pessoais, reflexões e etc. Por isso a pergunta “porque criar?”  é tão importante, pois conseguimos assim, identificar o que queremos dizer para os outros e ficando mais fácil escolher como vamos dizer, o que nos leva à outra questão…

Como vamos contar o que sentimos?

Essa é uma questão importante, como você quer contar aos outros o que você sente? Você pode fazer de várias maneiras como, uma pintura, uma fotografia, um vídeo, um texto, um poema e por aí vai. São infinitas as maneiras de comunicar os sentimentos, o que é importante, é encontrar aquela que, segundo você, represente melhor seus sentimentos. Veja meu caso, a fotografia e o vídeo são as minhas maneiras de transcodificar minha mente em algo mais palpável, e isso é muito pessoal. Existem pessoas que se expressam pela escrita, tem outras que se expressam pelo corpo, etc… O importante é descobrir qual a maneira que você se sente melhor para se expressar.

O medo do julgamento

Criar é algo tão complexo e pessoal que sempre temos medo de sermos julgados pelo o que criamos. Nos importamos muito com a opinião alheia e o que o “outro” vai pensar. Isso sempre prejudica um pouco, claro que ter a opinião do outro sobre o que criamos é importante, mas devemos ter cuidado para que a nossa criação não se torne a criação do outro.

Nunca se limitar

O mais belo do processo criativo é poder imaginar tudo o que queremos e nunca nos limitar. Claro que, quando vamos colocar em prática, algumas coisas não são possíveis por diversas questões, como orçamento ou viabilidade, mas em um primeiro momento da criação, o fato de imaginar além do impossível é primordial e prazeroso.

A criação não tem receita, não tem certo ou errado. É uma manifestação do ser humano. Fiz um vídeo (um primeiro teste nesse estilo) dando 3 dicas simples para ajudar vocês a entenderem mais ainda seu processo criativo e conseguir aumentá-la. Espero que gostem do material!

 

Gustavo Winther

Ideias e Dicas – Auto retratos diferentes

Fala pessoal, hoje vim dar uma dica de como fazer um “auto-retrato” um tanto quanto inusitado. Durante esse semestre tive a oportunidade de descobrir o trabalho de um fotógrafo finlândes Minkkinenchamado Arno Rafael Minkkinen, onde de maneira muito divertida e inusitada ele insere o corpo dele no meio da paisagem causando estranheza ao espectador. As fotos dele me inspiraram a fazer algo, que ainda estou aperfeiçoando, que é colocar meu corpo em locais inusitados e fazer as fotos. O resultado é certamente curioso, pois acaba abrindo a sua cabeça para possibilidades. Além de trazer essa referência hoje para vocês, vou compartilhar um pouco das fotos que eu fiz inspirado no Minkkinen e em um fotógrafo britânico chamado Bill Brandt, que também faz essa brincadeira com o corpo na fotografia. Vale lembrar que nenhum dos dois usa Photoshop nas imagens, o que as torna ainda mais incríveis e no caso do Minkkinen o modelo é ele mesmo. Agora, vem algumas fotos que eu fiz pensando nessa ideia de colocar o corpo em locais diferenciados, retirando do contexto normal:

Como meu trabalho ainda está em andamento ele pode parecer um tanto quanto confuso. Eu vejo ele como um processo, admito que as 3 últimas imagens me agradam mais, onde coloco o corpo em locais inusitados e uso o Light Paiting para iluminar.

Gustavo Winther

Ideias e Dicas – Light Paiting Resultados

Hoje venho aqui compartilhar os resultados de algumas fotos que eu fiz durante as últimas semanas, e como o próprio nome já diz, são fotos que foram feitas com a técnica de Light Paiting. Para quem não sabe, é quando você deixa a câmera em longa exposição e usa uma lanterna para “pintar” o que você quer que apareça na foto. É uma técnica bem legal, que pode ser aplicada de várias maneiras e possui inúmeras possibilidades de criação. Aqui vão algumas imagens que eu produzi usando Light Paiting (Clique nas imagens para ampliar) :

Além de poder abrir as possibilidades de criação, o Light Paiting permite que você crie uma luz super sofisticada e com um clima dramático a partir de uma lanterna, que não é um equipamento caro de se conseguir.

Gustavo Winther

Idéias e Dicas – O que eu fiz para passar o tempo?

Fala pessoal! Semana passada não conseguir postar aqui pois estava viajando, mas não pensem que esqueci de vocês, pelo contrário na minha viagem fiz várias fotos. Estava viajando aqui em uma cidadezinha do interior de São Paulo chamada São José do Barreiro é um local aonde sempre vou quando posso. É uma cidade no pé da Serra da Bocaina, aonde fica localizado o Parque Nacional da Serra da Bocaina, no Vale do Paraíba.Fora as trilhas, cachoeiras e ficar observando a natureza ,não se outras coisa para fazer, então para passar o tempo eu ficava fotografando. E como ultimamente eu tenho me divertido muito com Toy Art eu trouxe comigo uma pequena equipe para fotografar aqui no meio da mata, vim compartilhar o resultado com vocês! Deem uma olhada:



Mas fora o ToyArt eu aproveitei para fotografar a beleza de lá e me diverti fazendo longas exposições, na maior parte do tempo, deem uma olhada nos resultados:

Qual das duas sessões achou mais interessante? Se tiver fotos da sua viagem manda para cá que elas podem aparecer no próximo post do Blog!

Gustavo Winther

Ideias e Dicas – Usando o Flash fora da câmera

Hoje vou fazer um post um tanto diferenciado do que geralmente eu faço aqui no blog. Vou dar algumas dicas e ideias para você fotografo e que esta indo fazer algum ensaio ou trabalho  e se depara em um jogo de xadrez aonde você tem que fazer fotos boas, mas esta em uma situação difícil.

Há um tempo atrás eu fui chamado para fotografar o DJ André Mannrich em um dos seus shows. Ele ia tocar na FFLCH lá na USP, eu sabendo que ia ser uma balada, o local escuro, me preparei para a situação. Levei comigo a câmera, uma lente que é escura, mas compensei levando um Flash de Sapata. Até ai tudo ótimo, eu estava com a ideia de fazer fotos clássicas com flash, mas me deparei em uma situação difícil. Chegando lá vejo que o local da festa era uma zona e eu, particularmente, achei que o lugar ficou mal apresentado nas primeiras fotografias que fiz no evento. O fundo ficava muito evidente e como o local era zoneado a fotografia ficava zoneada. Então eu tive duas ideias, a primeira foi não usar o flash e rebolar com as outras configurações. Isso funcionou e resultou nas seguintes imagens:

André MannrichAndré MannrichAndré Mannrich

André Mannrich

Veja que foi uma boa ideia para resolver a situação e sairão ótimas fotos, mas ainda não era o que eu queria, queria algo mais. Então eu tive outra ideia, que foi a que eu mais gostei, eu retirei o flash da minha câmera e liguei ele. Na câmera eu mudei as configurações e mandei ver nas fotos, o resultado foi esse:André MannrichAndré MannrichAndré MannrichAndré MannrichAndré Mannrich  Isso foi apenas um jeito de resolver uma situação, tem outras 1000 maneiras diferentes de se resolver as coisas na fotografia, basta ter criatividade e assumir a fotografia como mentira que ela é, sabendo que ela é uma mentira, basta conta-la muito bem.

Gustavo Winther

Conservação – 5 Dicas para guardar suas fotos antigas.

Sabe aquela caixa de sapatos cheia de fotografias antigas da sua mãe, que ela fez quando ainda na época do filme fotográfico e tá lá jogada no fundo daquele armário escuro? Então, provavelmente essas fotos já estão todas estragadas ou em processo de deterioração e cedo ou tarde quando abrir aquela caixa, imagens esmaecidas, com perdaFotografia antiga preto e branco de detalhes, como expressões nos rostos e detalhes de estampas de lindos vestidos. Esse post vai dar 5 dicas de como guardar as suas fotografias antigas e aumentar sua vida útil. Essas dicas se aplicam fotografias feitas com filme e ampliadas em papel fotográfico.

1. Evite ao máximo expor as fotografais a luz

Parece bobagem, mas a prata do papel fotográfico, mesmo depois de revelada e fixada ainda continua reagindo se entra em contato com a luz, caso o contato seja muito frequente a imagem vai acabar esmaecendo e você perde totalmente a qualidade da fotografia. Evite deixar as suas imagens expostas a luz, principalmente a solar, ou seja, perto de uma janela.

2. Guarde as suas fotografias em locais secos.

As películas 35 mm usadas a partir da década de 1920, são formadas por duas camadas a base do filme, ou suporte, no filme 35 mm temos o suporte a base de nitrato, acetato ou poliéster. O mais comum nas nossas fotografias caseiras é o Tri-acetato de celulose, que foi um dos mais usados. Em cima do suporte nós temos uma emulsão que contem um ligante e os sais de prata formadores da imagem. A emulsão é geralmente feita de proteína animal, como por exemplo, no processo da albumina é a clara de ovo que liga, na película 35 mm é uma gelatina feita de peles e cartilagens de bovinos. Bom feito essa rápida e pequena introdução, porque guardar em locais secos a sua fotografia? Bom em locais com umidade alta temos um bichinho muito fofo que adora comer a gelatina das suas fotos, ele se chama Fungo e adora locais úmidos. E além disso como a gelatina é de origem animal o Fungo tem um banquete, ele pode se encher de gelatina e ficar na sua foto para sempre e como ele não quer ficar sozinho ele sempre leva todos os amigos Fungos junto, ou seja, não é um Fungo é uma colonia inteira! Por isso evite guardar suas fotos em locais úmidos.

3. Limpe com muito cuidado e a seco

Pode parece loucura, mas evite ao máximo limpar a suas fotografias antigas com produtos químicos, como álcool, água oxigenada, produtos de limpeza. Se achar necessário passar algo use uma flanela macia ou pincéis de cerda macia passando com muita delicadeza e atenção. As vezes não percebemos, mas a gelatina pode estar danificada e se você passa algum pano ou algodão você acaba arrancando pedacinhos da sua imagem e nem percebeu, por isso é melhor deixa-las em locais protegidos da poeira e se necessário, procure um especialista ele vai saber identificar como a fotografia pode ser limpada e de que maneira ela tem que ser limpada. Lembre-se a fotografia analógica é um processo foto-químico, ou seja, qualquer químico que entra em contato com a imagem pode danifica-lá.

4. Evite colar as suas fotos

Grande maioria das suas fotos já devem estar coladas, mas ainda deixo essa dica aqui. Nunca, nunca cole uma fotografia com cola plástica ou qualquer tipo de cola. A cola quanto entra em contato com a parte de trás do suporte fotográfico (grande parte dos casos papel) ela causa danos, como por exemplo, se você quiser retirar a sua fotografia do álbum que foi colado você pode rasgar a foto e danificar todo álbum, além disso, com o tempo, sua fotografia vai ficar com manchas causadas pela cola.

5. Cuide da sua fotografia com carinho

Cuide sempre muito bem das suas fotos, evite comer perto delas e pegar nelas com aquele dedo engordurado, evite amassar e rasgar as suas fotografias antigas, evite fumar perto delas. As imagens são sensíveis e temos que cuidar delas muito bem, pois são o gatilho de muitas coisas na nossa memória.

Espero que tenham gostado deste Post, foi um panorama geral sobre como cuidar das suas fotografias antigas, mas sempre reforço isso caso tenha fotos antigas e queira limpar ou arrumar elas procure sempre um especialista, ele vai saber identificar o que esta acontecendo com a sua foto e fazer os procedimentos corretos para preservar a sua imagem.

Referencias: Aulas de conservação fotográfica com a especialista Luciana Amaral.

Revisão: Luciana Amaral

Gustavo Winther