Faça FILMES melhores! Vá além de simples takes bonitos!

Fala pessoas Gustavo Winther  aqui! E hoje trago mais um vídeo falando sobre como melhorar seus filmes e encorajar você, que quer entrar nesse meio audiovisual, a continuar seguindo em frente! É muito comum as pessoas cairem na ingenuidade de que um bom filme (ou até mesmo uma boa fotografia) são apenas imagens bonitas. A estética visual é sim muito importante e ela esta aqui para ajudar o seu trabalho a ser melhor, mas antes de qualquer estética é necessário ter algo mais primordial, algo que, se você não tiver, não importa quão bonito o seu produto for, ele sempre vai ser fraco. E essa única coisa que você precisa é uma história, uma ideia.

Você pode fazer muitas coisas com imagens bonitas, mas você nunca irá se perdurar no tempo sem uma ideia.

Nesse vídeo aqui eu explico um pouco mais sobre a importância de uma ideia, e mais especificamente dou dicas para fazer filmes melhores apenas pensando em ângulos de cameras diferenciados!

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O que são LUT’s? E você sabe usa-lós corretamente?

Fala pessoas! No vídeo de hoje trago um conteúdo muito mas muito importante, nele eu explico o que são e como usar os LUT’s. Muitas pessoas podem achar que o LUT é um filtro mágico que você aplica nos seus vídeos e deixa eles mais bonitos, e não é bem assim, eles precisam de mais atenção e trabalho, por isso fiz esse vídeo para tirarem todas as suas dúvidas!

Ah! E já vou falando que quem ver o vídeo todo vai ter uma boa surpresa no final!

 

3 Maneiras de estabilizar seus vídeos!

Fala pessoas Gustavo Winther aqui e hoje venho trazer um vídeo onde falo sobre as 3 maneiras mais comuns de estabilizar sua câmera na hora das gravações. Dá uma olhadinha no vídeo para saber tudo!

Brevemente falando, é super importante saber estabilizar sua câmera, principalmente nas horas em que você for fazer movimentos. Uma câmera mal estabilizada pode fazer seu vídeo ficar mal na fita, dependendo do contexto claro! Muitas vezes aquela imagem toda tremida é perfeita para a sua narrativa, e dependendo da história que você quer contar, mas se esse não for o caso, saber estabilizar sua câmera é sempre muito útil! Então dá uma conferida no vídeo!

AH! Você ainda não está inscrito no Canal do Youtube? Cara! Clica aqui e se inscrever! Estou compartilhando tudo que eu aprendi e sei sobre Fotografia e Cinema lá! Pelo menos 1 vez por semana!

 

Gustavo Winther

[Re-Cut] Shape Of You – Ed Sheeran

Ultimamente eu tenho me divertido demais com produções Audiovisuais, como muitos puderam ver pelo meu canal do Youtube, e não só com produções mas também com diversas questões do AV. Entrei em vários grupos no Facebook para ver o que a galera estava produzindo e ver qual era o estilo do pessoal e sinceramente eu fiquei um pouco intrigado com a questão da montagem e da edição. É quase unânime, no senso comum, uma boa edição é aquela cheia de efeitos e transições muito loucas, Smooth zoom, Zoom in, Zoom out,  Luma key, são tantos efeitos que você

não sabe mais o que é o que. Eu comecei a questionar, será que isso faz uma edição ser uma boa edição? E as técnicas de montagem? Será que nesse âmbito comum as pessoas simplesmente ignoram (ou desconhecem) o poder de 2 imagens juntas? Questões que não são superficiais. Se

levarmos em conta que uma boa edição é o uso exagerado de efeitos e transições, então estamos considerando grandes filmes como Apocalipse Now  (que foi praticamente resolvido na edição)um filme ruim? Pessoas podem falar “Ah, mas filmes assim não precisam de efeitos nas transições e coisas assim”, por isso que estou fazendo esse post. Hoje trago o Clip da música Shape Of You do Ed Sheeran e desmonto ele para vocês, para mostrar, que mesmo em um clip, aonde esses efeitos seriam mais usados, não existe nenhum.

Foi um processo rápido, baixei o clip e fui cortando cena a cena, toda vez que eu via um corte eu cortava na timeline do Premiere e no final descobrimos algumas coisas interessantes. O clip tem um total de 4 minutos 23 segundos com os créditos no final. O tempo de clip sem

créditos é de 3m58s15f nesse meio tempo são feitos 165 cortes secos, dentre desses 165 cortes não existe nenhuma transição entre os quadros, nem o Fade In. Alguns quadros tem um certo Slow Motion, mas nada muito complexo. Dentre esses 165 quadros o take mais longo dura 6s6f, que é a cena do Ed dançando com a Jennie Pegouskie, que é a atriz que contracena com ele. Vale lembrar que o Aspect Ratio é de 16.9 e se eu estiver correto tem uma janela de 2.35.1.

Fatores importantes a se levar em consideração: Primeiro, existe um único take que eu acredito ter sido um 3D, que é uma cena da câmera entrando pelo bueiro e saindo em um local com o Ed treinando, mas apenas. Segundo fator importante é a iluminação e correção de cores do clip, temos um Teal and Orange presente em grande parte das cenas junto com um campo focal estreito, o que ajuda bastante na estética do Clip e ajuda na hora da montagem. Terceiro a montagem do clip é feita praticamente com raccords plásticos levando em conta a composição dos takes. Existe um paralelismo da montagem com a música, como vemos no começo do clip quando cada soco que ele dá no saco de pancadas está sincronizado com a batida, um detalhe que dá uma ótima sensação visual.

Ao meu ver é um clip bem resolvido, é agradável de se ver e não tem nenhuma artimanha de edição ou complexidades de transições. Não estou falando que o uso de transições e efeitos  é algo que desvalorize seu trabalho, muito pelo contrário, pode enriquecer muito a sua edição, mas o que eu não concordo é o fato de um trabalho ser considerado bem editado só por ter milhares de efeitos, enquanto um trabalho com apenas cortes secos e montagem inteligente ser considerado com uma “edição fraca” (Claro que isso não é uma regra geral, estou me baseando nas coisas que vejo pela internet, e nem todos pensam dessa maneira). Eu vou disponibilizar o projeto do Premiere para Download (Só clicar aqui), com todos os cortes que eu fiz e caso haja alguma objeção as coisas que eu escrevi estou aqui para debater e repensar! E mais, aqui em baixo vou deixar uma tabela com as especificações do clip desde câmeras usadas para realização, os números de cortes e coisas do gênero, apenas dados técnicos mas que pode ser de curiosidade geral.

 

Gustavo Winther

Falando de Cinema – Paraísos Artificiais

Hoje pretendo fazer um Post um pouco diferenciado sobre Cinema, vou comentar o filme na sua integra falando da fotografia até o roteiro. Hoje vou falar sonre o filme Paraísos Artificiais, que é a primeira produção brasileira a ser comentada aqui no Blog. Lançado em 2012 Paraísos

Cartaz do Filme: Paraísos Artificiais

Cartaz do Filme: Paraísos Artificiais

Artificiais conta a história de Nando (Luca Bianchi) e Érika (Nathalia Dill), dois jovens que se conhecem em um badalado festival de música nas praias do nordeste aonde eles teem um relacionamento superficial e após 2 anos eles se reencontram em Amsterdã.

O desenvolver da estória juntamente de como ela é contada no filme é realmente muito bom e o roteiro foi bem escrito do ponto de vista da trama, mas deixou a desejar nos diálogos, que de forma geral são poucos e fracos. Um pequeno detalhe aqui, é comum na maioria dos filmes brasileiros a falta de diálogos ou diálogos fracos, sendo que o grande forte é as imagens. Bom voltando ao filme Paraísos Artificiais, o que mais me surpreendeu foi a criatividade e ousadia do diretor de fotografia, Lula Carvalho, fazendo cenas lindas, muito bem filmada e o mais importante, é que as cenas criam uma emoção apropriada, fazendo o expectador se envolver mais com o momento do filme e penetrar ainda mais na estória. Como por exemplo uma das cenas que criam essa emoção é quando Nando, Érika e Lara (Lívia de Bueno) usam uma substancia sintética para ficarem “Altos” e começam a transar em uma cabana no meio do festival. É genial a sacada do Lula de usar o desfoque, câmera com movimentação desordenada e uma baixa luz combinado com aquela maquiagem que brilha no escuro, para criar a sensação do efeito da droga e realmente criar um momento de Ecstasy.

Outro ponto que me chamou muita atenção e me deixou intrigado foi a personagem do Luca Bianchi ao começo do filme pois em  seu decorrer a personagem foi perdendo a graça. O filme começa com Nando saindo da prisão e indo para casa, o que gera muitas perguntas. Nesse início de filme não tem a presença de diálogos elaborados o que cria um certo mistério sobre a personagem e, pelo menos eu, fiquei intrigado como a estória iria se desenvolver dali para frente e como ela iria decorrer para o que eu li na Sinopse. Acontece que o filme foi feito de memórias, isso quer dizer que a estória é contada pelas lembranças do Nando e da Érika, aonde Nando relembra os momentos de Amsterdã aonde reencontrou Érika, e a Érika relembra os momentos do festival no nordeste aonde conheceu Nando, a opção do Diretor, Marcos prado, foi colocar estórias dentro de estórias. Soa confuso lendo assim, mas o impressionante é que essa trama ficou muito boa em imagens, um dos únicos pontos que eu achei negativo nisso é que quando estávamos envolvidos com algo acontecendo no nordeste do nada vinha um corte e a estória voltava para Amsterdã, um pouco desestimulante em certas cenas.

No geral o filme foi bem pensado e construído, usando recusros fotográficos para acresentar e não apenas por usar, acho válido para um pouco e assistir o filme. Se já assistiu manda um comentário aqui dando sua opinião.

Gustavo Winther

Fotografia de Cinema – Movimentos de câmera

No Post passado sobre Fotografia de Cinema, eu comentei sobre como uma iluminação pode ajudar a criar um personagem, no caso Walter White,  e fazer ele se transformar durante uma série ou filme. Nesse post eu vou cometar a importância que é um movimento de câmera quando utilizado com um sentido e um propósito, não apenas usado para ser usado, na criação de uma narrativa cinematográfica.

No cinema existe diversas possibilidades de se colocar em cena uma ideia, agora tem vezes em que casamos muito bem a ideia e o modo como colocamos ela em cena. Vamos pensar em um filme, Birdman, que foi o ganhador do Oscar de melhor filme e melhor fotografia, é realmente muito bem utilizado a ideia de plano sequência no filme (plano sequencia é quando algo é filmado do começo ao fim “sem cortes” entre as cenas). A ideia do plano sequência caiu muito bem nesse filme, pois o personagem principal Riggan Thomson, uma Ex-celebridade de hollywood, conhecida por ter feito o papel de um super-herói e agora esta dirigindo uma peça na Brodway, é mentalmente

Foto do filme Birdman

Foto do filme Birdman

perturbado. Riggan, devido a sua fama passada, tem distúrbios mentais e esta sempre conversando com o seu personagem, o super-herói que ele fez no passado, para resolver os problemas da peça. Em certos momentos do filme Riggan tem delírios e coisas inesperadas aparecem no filme. A ideia de plano sequência ajuda a fazer você entrar nesse delírio, pois tudo o que você vê parece ser uma coisa só, é difícil separar o real e o delírio enquanto você esta vendo o filme, tudo parece a mesma coisa. No começo do filme, quando ainda não tinha percebido o padrão de delírios e realidade, eu falava para mim mesmo: “Nossa o cara tem super-poderes”. Enquanto na verdade ele não tinha nada, por esse motivo que eu achei que o recurso foi muito bem utilizado em Birdman, o diretor fez com que realmente ficássemos confusos sobre o que acontecia na telona.

Quando assisti o filme Birdman me veio na cabeça dois outros filmes. Um deles é o Festim Diabólico do Alfred Hitchcock aonde ele utilizou o mesmo recurso de plano sequência, a diferença é que na época (década de 40′) que Hitchcock fez esse filme ele não tinha os recursos para efeitos especiais que nem o Birdman teve, ou seja, fazer o plano sequencia era mais desafiador naquela época. No final o filme tem um resultado extraordinário é realmente muito bom! Não só pela fotografia, mas também pela estória, recomendo fortemente assistir esse filme.

Como eu disse o filme Birdman me lembrou dois filmes, o segundo filme é um filme chamado Iluminados: Os Fotógrafos é um documentário brasileiro aonde foi reunido os diretores de fotografia mais conhecidos como Walter Carvalho, Edgar Moura, Dib Lutfi, Pedro Farkas e outros, e no filme todos recebiam um roteiro o mesmo roteiro e cada diretor tinha que colocar aquele roteiro em imagens, era uma cena bem simples de uma casal, mas o interessante é perceber como cada diretor usou um recurso diferente para fazer a cena. O Edgar Moura, por exemplo, fez um plano sequência da cena, já o Dib ele trabalhou com a câmera no ombro, criando uma proximidade fora do normal na cena, o Walter Carvalho ao invés de investir em movimento de câmera, trabalhou a iluminação de uma maneira diferente e cada cena te faz sentir algo diferente, perceber algo diferente, mas é mesma cena, o que muda de uma cena para outra é como ela foi colocada no telão. Também recomendo assistir esse documentário (por sorte achei um link no youtube e vou deixar no final para vocês).

Como colocar uma ideia em uma cena, essa é grande sacada dos bons diretores, eles sabem juntar a técnica com a ideia, eles não fazem a técnica pela técnica e é por isso que filmes com grandes fotografias atingem as pessoas fazendo elas entrarem no filme e se perdendo nele. Tudo que foi dito aqui vale também para a fotografia estática, o que faz uma pessoa virar um bom fotógrafo? É ela saber colocar as idéias dela em imagens e se ela usar a técnica a seu favor, fazendo o trabalho dela ganhar mais sentido e créditos.

Referencias: 50 anos de luz, câmera, ação – Edgar Moura

Filme Iluminados: Os fotógrafos

Veja também o outro Post da série Fotografia de Cinema

Gustavo Winther

Fotografia de Cinema – A luz criando um personagem.

Você já se percebeu que em muitos filmes e séries que vemos os personagens sofrem grandes mudanças e a fotografia da série ou filme muda junto com o personagem? Veja por exemplo a série Breaking Bad, foi uma das séries de maior sucesso nos Estados Unidos que tem além de uma história muito boa e bem construída e um personagem esférico muito bem criado a série também tem uma fotografia do caramba  magnífica que ajuda a criar o personagem misterioso que é o Walter White.

Antes de falar mais sobre a fotogtafia da seria vou fazer uma breve sinopse da série. Breaking Bad conta a história de um professor de química no ensino médio chamado Walter White, que descobre aos 50 anos ter um câncer no pulmão em estágio avançado. Com medo de morrer e deixar sua mulher gravida e filho desamparados financeiramente, Walter, se associa à um ex-aluno, Jessie Pinkman,  que está fabricando e vendendo metanfetamina, para poder entrar no mercado. O que ele não esperava era se tornar um dos melhores produtores da droga, conseguindo sintetizar a mais pura metanfetamina.

A estória se desenvolve a partir daí e ó impressionate são as mudanças que acontece durante a série nos personagens, principalmente no Walter. No inicio da série Walter era um personagem submisso, medroso e sem ação e conforme ele vai entrando nesse

Walter White

Walter White

mundo do crime e vai ganhando reconhecimento e se torna o melhor “cozinheiro” de cristal dos Estados Unidos o personagem vai desenvolvendo um lado mais sombrio, poderoso e controlador. A grande genialidade da série está quando a fotografia ajuda a criação dessa outra faceta do personagem. Nos primeiros capítulos a fotografia era uma luz batida e direta, algo relativamente simples, mas com o passar da série a luz vai “tomando forma” e começa a ser mais trabalhada e ajuda a criar esse personagem sombrio que é Walter White. Uma característica marcante na iluminação dessa série é o fato de grande maioria das cenas internas, sempre tem um contra luz nos personagens, delimitando eles do fundo, foi um recurso usado e que funcionou muito bem para a proposta da série.

Uma série que começou com uma luz chapada, aos poucos, juntamente com o personagem, vai ganhando uma luz trabalhada, misteriosa e sombria é algo lindo, pois aqui entra uma questão, a técnica foi usada para melhorar e ajudar na criação do personagem, teve um porque de a técnica ser usada. Não foi usada só para ser usada como é o caso da grande maioria das coisas que vemos na TV. E foi tão bem usada que não é a toa que Breaking Bad foi umas das maiores séries já feitas, tendo um público imenso e fãs por boa parte do mundo. Tanto que, recentemente, eu vi que a Colômbia começou a regravar essa série, mesma estória, mesmos personagens, até os nomes são iguais, o Sr. Walter White se chama Sr. Walter Blanco, por exemplo.

É impressionante ver o alcance de uma série e como as pessoas se identificam com os personagens e estórias. A fotografia, luz e movimento de câmera, ajudam na criação dessa identificação e dessa intimidade desenvolvida, sugiro a quem gosta de séries e filmes e se identifica com algum em especial, para e analise o porque você se identificou tanto com aquela série e filme, grande parte dos casos a fotografia foi o que te influenciou a gostar, mas você nem percebeu isso.

Esse post foi algo bem simples e rápido, pretendo voltar ao tema com uma analise mais cuidadosa de alguma outra série ou filme. Se tiverem alguma série ou filme que gostem da fotografia e achem muito boa comentem aqui a baixo e eu posso estudar ela e falar dela aqui. No mais espero que tenha gostado e sempre estarei aberto a críticas e sugestões!

Veja também o outro post da série Fotografia de Cinema

Gustavo Winther