Falando de Cinema – Paraísos Artificiais

Hoje pretendo fazer um Post um pouco diferenciado sobre Cinema, vou comentar o filme na sua integra falando da fotografia até o roteiro. Hoje vou falar sonre o filme Paraísos Artificiais, que é a primeira produção brasileira a ser comentada aqui no Blog. Lançado em 2012 Paraísos

Cartaz do Filme: Paraísos Artificiais

Cartaz do Filme: Paraísos Artificiais

Artificiais conta a história de Nando (Luca Bianchi) e Érika (Nathalia Dill), dois jovens que se conhecem em um badalado festival de música nas praias do nordeste aonde eles teem um relacionamento superficial e após 2 anos eles se reencontram em Amsterdã.

O desenvolver da estória juntamente de como ela é contada no filme é realmente muito bom e o roteiro foi bem escrito do ponto de vista da trama, mas deixou a desejar nos diálogos, que de forma geral são poucos e fracos. Um pequeno detalhe aqui, é comum na maioria dos filmes brasileiros a falta de diálogos ou diálogos fracos, sendo que o grande forte é as imagens. Bom voltando ao filme Paraísos Artificiais, o que mais me surpreendeu foi a criatividade e ousadia do diretor de fotografia, Lula Carvalho, fazendo cenas lindas, muito bem filmada e o mais importante, é que as cenas criam uma emoção apropriada, fazendo o expectador se envolver mais com o momento do filme e penetrar ainda mais na estória. Como por exemplo uma das cenas que criam essa emoção é quando Nando, Érika e Lara (Lívia de Bueno) usam uma substancia sintética para ficarem “Altos” e começam a transar em uma cabana no meio do festival. É genial a sacada do Lula de usar o desfoque, câmera com movimentação desordenada e uma baixa luz combinado com aquela maquiagem que brilha no escuro, para criar a sensação do efeito da droga e realmente criar um momento de Ecstasy.

Outro ponto que me chamou muita atenção e me deixou intrigado foi a personagem do Luca Bianchi ao começo do filme pois em  seu decorrer a personagem foi perdendo a graça. O filme começa com Nando saindo da prisão e indo para casa, o que gera muitas perguntas. Nesse início de filme não tem a presença de diálogos elaborados o que cria um certo mistério sobre a personagem e, pelo menos eu, fiquei intrigado como a estória iria se desenvolver dali para frente e como ela iria decorrer para o que eu li na Sinopse. Acontece que o filme foi feito de memórias, isso quer dizer que a estória é contada pelas lembranças do Nando e da Érika, aonde Nando relembra os momentos de Amsterdã aonde reencontrou Érika, e a Érika relembra os momentos do festival no nordeste aonde conheceu Nando, a opção do Diretor, Marcos prado, foi colocar estórias dentro de estórias. Soa confuso lendo assim, mas o impressionante é que essa trama ficou muito boa em imagens, um dos únicos pontos que eu achei negativo nisso é que quando estávamos envolvidos com algo acontecendo no nordeste do nada vinha um corte e a estória voltava para Amsterdã, um pouco desestimulante em certas cenas.

No geral o filme foi bem pensado e construído, usando recusros fotográficos para acresentar e não apenas por usar, acho válido para um pouco e assistir o filme. Se já assistiu manda um comentário aqui dando sua opinião.

Gustavo Winther

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